Essa e uma pergunta que eu tenho ouvido quase todos os dias da mulherada que quer seguir a tendência mas morre de medo de errar.

Estamos acostumados  – e já sabemos de cor – que as cores escuras, por serem contráteis, minimizam o volume dos quadris e coxas, essa é uma técnica de valorização básica da consultoria de imagem. Além disso, para o inverno, as cores mais escuras são a cara da temporada. Mas cada vez mais as estações se misturam e as peças de uma coleção se misturam às peças da coleção seguinte e aí estão elas novamente, as calças estampadas!

Não estou falando de padronagens clássicas e discretas (única permissão no guarda-roupa profissional, muita ATENÇÃO), mas de estampas tribais, florais, poás… Grandes ou pequenas, as estampas dão ao guarda-roupa a chance de ficar mais divertido, mas tem que seguir algumas regras para usar:

  • Em primeiro lugar, você tem que combinar com o estilo. Nada pior do que sair por aí com uma peça que não tem nada a ver com a gente, ficamos incomodados o dia todo! Provavelmente a impressão será a de que pegamos a roupa emprestada…
  • Na hora de combinar, escolha um top liso, na cor predominante na estampa (ou na  cor de fundo da estampa). Se você não for tão moderna assim, prefira o tom mais neutro que aparecer na estampa. O top pode ser em lã, tricô, alfaiataria, couro… procure tecidos que tenham peso visual semelhante ao tecido da calça.
  • Até dá para usar a tendência do estampado com estampado que apareceram nas passarelas (vide Moschino, Celine e Prabal Garung), mas você tem que ter um estilo mais moderno. Combine com peças neutras e lisas (por exemplo, se optar por um terno todo florido, vá de camisa branca e sapato o mais neutro possível).
  • Para não correr o risco de alargar visualmente quadris e coxas, escolha estampas no sentido vertical, com pouco contraste de cor e pouco espaçadas, além de . Dê preferência, também, para o fundo escuro. Um bom aliado, nesse caso, é um blazer mais alongado.
  • Nos pés, o ideal para o dia-a-dia são sapatilhas, mocassis e anabelas; em produções mais elaboradas, pode apostar em escarpins e sandálias de salto que, além de deixar o look mais sofisticado, alongam a silhueta.

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Pois é… desde o início dos anos 2000 os estilistas estão, como dizem, “reinterpretando” a moda de décadas passadas. Tivemos uma overdose de anos 80 e agora entramos na fase de reinventar os anos 50, 60 e 70. E dá-lhe o ladylike ao lado do hippie, período de revival total. Mas como fazer isso no nosso dia-a-dia? Sim porque convenhamos… não dá para ser totalmente lady e ir ao supermercado, totalmente hippie e ir ao trabalho!

A história é a seguinte: vou usar a parte que me interessa, adotar a tendência dentro do meu estilo pessoal e de viver. Aí pego a saia godê e encurto um pouquinho, coloco com uma sandália mais pesada; adoto a calça capri – só que de couro, tecido da vez, super explorado por um sem número de grifes nacionais e internacionais. Dos anos 70 adoto a boca de sino – os caftãs só na praia, my dear!

Um toque fluo aqui, um toque de “bicho” ali… vou tirando a naftalina do look e trazendo ele mais perto do meu cotidiano. Sim, porque os looks clássicos são eternos, mas o toque contemporâneo tem que estar sempre presente, com a cara do dia-a-dia das cidades urbanas.

 

Proenza Schouler primavera/verão 2011

 

 

 

Tory Burch - primavera/verão 2011

 

Ainda é cedo para apontarmos as “tendências” para verão 2011 – aliás eu não gosto muito desse conceito de tendências, acho que a moda está cada vez mais democrática. Além disso, cada um tem uma silhueta, um estilo, um gosto pessoal… e tudo isso tem que ser levado em conta, aliado a muito bom senso, claro, na hora de escolher cada peça que vai para nosso guarda-roupa. Mas podemos mostrar o que as grifes cariocas propuseram em suas coleções para escolhermos! E, a bem da verdade, as passarelas cariocas trouxeram uma diversidade de idéias…

Moda praia: não poderia ser diferente, sendo o Rio o berço do beachwear brasileiro, as grifes mostraram modelos super elaborados, com babados, recortes, alças, drapeados, estampas, bordados e metais, para a gente desfilar em grande estilo pelas praias e piscinas no verão!

O desfile poderoso da grife paulista Trya

Vestidos: Viu-se uma infinidade de versões, na maioria curtos, mas com detalhes e modelagens diferentes: evasês, com cintura marcada, drapeados, com babados… Alguns longos apareceram, principalmente para usar no dia-a-dia, já que os vestidos de festa vieram bem curtos, e os de coquetel se dividiram entre as duas versões. Decotes mil, estampados ou lisos, em cores vivas ou bem básicas (pretinhos e nudes permanecem!).

Vestido Coral, da Cavendish

Vestido longo da Maria Bonita Extra, esvoaçante e perfeito para o calor do dia-a-dia

Vestido drapeado curtinho, de Carlos Tufvesson

Casacos/casaquinhos/casaquetos: as peças vieram curtas, ótimas para usar sobre os vestidos! E também os deliciosos cardigãs curtinhos, lisos ou estampados, para proteger do ventinho (essa peça é indispensável em qualquer guarda-roupa, tipo curingão, sabe?).

O casaqueto é a peça perfeita para sobrepor vestidos. Esse é de Juliana Jabour!

Cardigã super charmoso, da Mara Mac

Camisetas: não dá para imaginar nosso dia-a-dia sem elas, e as grifes propuseram camisetas de todos os tipos e modelos, para todas as ocasiões, silhuetas e estilos: podem ser ultra femininas, ou mais larguinhas, com mangas bem curtinhas, regatas, com detalhes de efeito (bordado de metal, paetê, estampa, mistura de materias e texturas…).

Camiseta regata da coleção da Têca

Camiseta justinha, Aüslander

Camiseta com estampa gráfica, Patachou

Top/bustiê: uma novidade é a volta da barriguinha de fora, com o ressurgimento do bustiê (será que a peça pode ser adequada fora da praia? Bom senso, gente…).

Bustiê do tricoteiro Lucas Nascimento

Em cetim, todo recortado, desfilado na passarela de Giulia Borges

Calças: como novidade, surge o modelo alicate (sabe as pernas tortas dos cowboys?), mas continuam as cenoura, as skinny… ainda usadas em comprimento mais curto, barra dobradinha, inclusive os jeans!

A nova calça é o modelo "alicate", como esta desfilada pela Redley

Esse modelo é da Printing

Look da TNG, com a calça justinha, mais curta como pede a estação!

Cores – esse sem dúvida será um verão de muito branco; a ele, adicionem-se cores de impacto como o coral e o turquesa claro. Mas também veremos todos os pastéis e cores esmaecida, além de cores vivas e fortes (o preto nunca falta!).

Branco e coral, em look de Juliana Jabour

Look branco de Graça Ottoni

O turquesa claro, em vestido da Cavendish

Estampas: presenças marcantes dos florais e grafismos/digitais.

Estampa floral em look da Aüslander, do jeito que seu público jovem gosta!

Vestido Alessa com estampa digital

Bordados: foi o detalhe mais visto, em todo tipo de peça, desde paetês a metais, miçangas e contas coloridas.

Primoroso trabalho de bordado da Printing

Sapatos: nossos pés estão cansados de tanta altura! Na cola de designers internacionais badalados, muitas das grifes apresentaram sapatinhos baixos (de amarrar e meio bicudos, para usar no lugar das sapatilhas); mas o gosto nacional ainda exige, então lá estavam anabelas altas (diversidade de materiais aqui, com o uso de juta e outros bem rústicos), tamancos altos e as sandálias de salto altíssimo.

Sapatinho baixo, da Printing

Tamancos, de Walter Rodrigues

Essa versão é da New Order

Leitura feita por Juliana Jabour!

Materiais/texturas: crochê,  plástico transparente e malha rede.

Lindo vestido da Cavendish, todo de crochê

Tema explorado à exaustão: por conta da Copa do Mundo de Futebol, o tema África apareceu nas roupas, acessórios e detalhes.

Look afro da grife de beachwear Lenny

Novidade: ficou por conta da bermuda ciclista embaixo de vestidos!

Look da Cantão, com bermuda ciclista embaixo do vestido, uma das novidades dessa edição do Fashion Rio

Look da Filhas de Gaia reforçando a novidade!

Todo mundo sabe que quando falamos de beleza, maquiagem ou cabelo, a maior parte das mulheres tem medo de ousar… afinal, já foi tão difícil aprender a fazer aquele olho que era tendência no ano passado, fazer aquele coque, usar aquela cor de batom ou esmalte… melhor não arriscar, né?

Eu particularmente discordo. Claro que você não precisa – e não deve – sair por aí usando TUDO o que os entendidos ditam como tendência, mas não há nada de errado em procurar inspiração nas passarelas, para encontrar alguma coisa que realmente combine com seu tipo físico, sua cor de pele, seu cabelo… enfim, seu estilo e, com isso, atualizar seu look e deixá-lo mais com a cara da estação. De quebra, é sempre bom saber no que as marcas de maquiagem e cosméticos vão começar a investir mais – cores, texturas, etc.

Vale lembrar que nem tudo é exatamente uma novidade, no mundo da moda e da beleza as idéias vão e vem em movimentos cíclicos, às vezes voltam iguais, às vezes repaginadas…

Batom vermelho

Depois de uma temporada dominada pelos tons nude e muitos corais, os tons avermelhados nos lábios estão de volta – apesar de serem um clássico! E, dessa vez, as passarelas trouxeram lábios vermelho escuro, quase vinho, cobertos por uma camada de gloss para garantir o brilho.

Olhos pretos

O olho preto da estação permite várias possibilidades: pode ser esfumaçado, pintado com cuidado, feito de delineador, puxando para fora, gráfico, com glitter, leve, pesado… escolha o seu!

Rosto saudável

A bem da verdade, “o mundo” ama o visual clean, leve e suave! Mas para o Inverno 2010 a tendência é adicionar tons de coral e pêssego, principalmente nos lábios, tirando o ar de  “nada”, dando ares de saudável ao rosto da vez.

Sobrancelha marcada x sombrancelha descolorida

As sobrancelhas propostas estão em dois opostos, ora descoloridas, ora marcadas, co-existindo em paz. As descoloridas, por exigirem maior cuidado (claro!), estão mais presentes em editoriais e campanhas (especialmente de verão, atenção!), e as marcadas tentam voltar a ter seu lugar ao sol.

E como conseguir atingir o efeito desejado para esse inverno? Para destacar suas sobrancelhas de maneira sutil, há diversas opções de lápis, máscaras e pincéis específicos para isso; ou, ainda, simplesmente pentear os fios para cima, criando um look “desleixado”.

Sobrancelha apagada? Os maquiadores nacionais importaram a idéia das passarelas estrangeiras e garantem que nada de corretivo, o negócio é descolorir, sem truque, com água oxigenada volume 40, para conseguir o efeito. Particularmente, acho um tanto radical, além de arder bastante! Fora que depois os pelos ficam verdes!! Se bater o arrependimento, tem que passar tonalizante para que a sobrancelha volte à cor natural.

Sombra colorida

As sombras coloridas vieram para ocupar o lugar daquela sombra marrom “basiquinha”, que preenche o côncavo (sabe a parte fundinha da pálpebra?). E aí não há limites: rosa, azul, laranja, dourada, roxa, verde… Pode até usar dois ou três tons inusitados, um nas pálpebras e outro, geralmente imitanto delineador, na linha inferior dos olhos.

Coques

Depois da cerimônia do Oscar já era possível a aposta, mas as passarelas confirmaram: invista no coque! Além de centenas de formas e nomes, os coques não são mais sinais de preguiça, mas de estar updated! Pode ser  volumoso, desfiado, bailarina, simples, baixo, alto, com franjas… só cuide para que as raízes estejam boas e limpas!

Franja no rosto

Essa tendência até funciona nas passarelas, mas seu efeito prático é praticamente zero, já que os cabelos soltos com a risca descentralizada e a parte maior da divisão sobre os olhos deixaria qualquer uma irritada!! Enfim, a intenção for um efeito momentâneo…

Gel

O que parecia ter tido seu fim decretado ressurge das cinzas… o gel é popular de novo. Seu efeito molhado apareceu em coques rígidos, de riscas descentralizadas, mas também surgiu em cabelos soltos e em rabos-de-cavalo.

 

Estudos, realizados pela companhia inglesa The Food People, apontam as “tendências” da gastronomia para 2010: em baixa, a cozinha de vanguarda; entra em cena a comida simples, caseira, tendo como ingredientes preferidos itens como banana e deversos tipos de feijões e favas.

 

Claro que isso não significa que a cozinha de Ferran Adrià irá desaparecer, mas os sabores mudaram e os principais eleitos são 6: cupuaçu, cardamomo, batata-doce, hibisco, água de rosas e condimentos latinos, como o coentro.

 

 Isso tudo aparece num cenário de crise global, onde o hábito de comer em casa foi reforçado, além da preocupação cada vez maior com alimentos saudáveis. O cupuaçu, por exemplo, é identificado como “superfruta”, já que reúne mais de 10 vitaminas e antioxidantes, ácidos graxos e aminoácidos essenciais.

Entre os alimentos funcionais, a batata-doce tem alto teor de fibras, betacaroteno e vitaminas, permitindo, além de tudo, diversas possibilidades de sabor, do defumado ao cremoso.

No Brasil devemos prestar muita atenção aos feijões e favas, farinha de uarini (de mandioca fermentada), flor de coentro-selvagem (de gosto forte e intenso), coentro e … claro, as bananas.

Quando acabou o Fashion Rio, eu fiquei com a impressão de que esse inverno seria bem “chato” em termos de moda. Como comentamos, foram muitas coisas iguais, muitas “inspirações” na moda do Hemisfério Norte (e dá-lhe Balenciaga, Lanvin, Givenchy e Dolce & Gabana), ficou a sensação de que viria mais um marasmo fashion pela frente. Felizmente o desfecho da São Paulo Fashion Week foi diferente: restaram várias propostas, várias idéias, vários caminhos…

Com tanta coisa, o que se pode fazer é um “levantamento” do que provavelmente estará nas ruas, daquilo que as lojas colocarão nas prateleiras para nós, consumidores, escolhermos como será o nosso inverno e quais os rumos devemos seguir. Claro que sempre com consciência do que veste corretamente nossa silhueta, do que é apropriado ou não para nosso tipo físico, nossa idade, profissão, vida social…

O que eu apontaria:

Este será um inverno “enfeitado”. As passarelas foram invadidas por pedrarias, peles e franjas, em diferentes estilos, em diversos tipos de peças. Apareceu muito metal, sob a forma de tachas e ilhoses, além dos zíperes (muito mais como enfeite do que propriamente funcional) e muito brilho, sob a forma de maxipaetês, paetês, lurex, lamê. Detalhes em couro também estiveram presentes.

Alexandre Herchcovitch: pedraria

Animale: tachas

Huis Clos: franjas

Huis Clos: pele

Maria Garcia: lamê

Rosa Chá: zíper

A sensualidade será uma constante, evidenciada pelas transparências e pelas peças com pegada de lingerie, além dos mil decotes, recortes e comprimento (mínimo!!!) das roupas.

Simone Nunes: transparência

Samuel Cirnansk: lingerie

Em termos de cores, será um inverno com muito preto, mas ele pode vir acompanhado por “pinceladas” de cores vivas, em especial amarelo e vermelho. Além do preto, a cartela veio recheada de cores neutras priorizando o off white, os beges, os cáquis e o verde-musgo (influência do militarismo vigente). Não poderia faltar o cinza, cor que é a cara do inverno, em nuances que vão do claro ao super escuro, muito bem acompanhadas dos tons diversos tons rosados. Finalmente, marcaram presença o azul e o roxo.

Osklen: off white

Reinaldo Lourenço: verde militar

Forum Tufi Duek: cinza

Maria Bonita: preto

Fabia Bercsek: rosados

 

Wilson Ranieri: vermelho

Para os tecidos, materiais e padronagens, foi a invasão dos sintéticos, como o neoprene (apareceu diversas vezes) e o cirê. Mas a grande aposta veio com o feltro, trabalhado por diversas grifes, que alcançaram resultados diferentes e agradáveis, apesar de ser um material tão estruturado. No outro extremo, para as peças mais leves e com movimento, o cetim foi a vedete, explorado em vestidos e tops principalmente.

Forum Tufi Duek: neoprene

Wilson Ranieri: cirê

Osklen: feltro

Isabela Capeto: xadrez

Glória Coelho: cetim

Jefferson Kulig: detalhes em couro

Tal qual os desfiles cariocas da temporada, o tricô foi onipresente, mas aqui quase sempre gigante, em pontos enormes. E os xadrezes também reinaram entre as padronagens, seja o tartã pied-de-coq.

Maria Garcia: tricô

Será um inverno de construções (e desconstruções), em formas arquiteturais, tendo nos ombros a grande aposta. Quadris em evidência e barras e assimétricas completam as formas.

Priscilla Darolt: arquitetura

Amapô: ombros em evidência

Lino Villaventura: quadris em destaque

Alexandre Herchcovitch: barras assimétricas

E para coroar a democracia, as peças mais presentes nos desfiles, que devem fazer sucesso na “vida real”… principalmente porque as possibilidades são tantas que dificilmente alguém não se encaixará em alguma das propostas!

 1.Indiscutivelmente será um inverno cheio de vestidos. Podem ser mais ajustados ou larguinhos, em comprimentos que vão do muito curto ao longo, com saias arredondadas ou godês. Podem ser estruturados ou tipo moulage, drapeados, com detalhes de babados ou plissados. O mesmo vale para as saias.

André Lima

Erika Ikezili

Colcci

2. As calças vieram um pouco mais curtas, mas podem ser justas ou larguinhas. As leggings são presença quase obrigatória, como peça principal ou no lugar das meias (essas, aliás, muito mais que coadjuvantes, podem ser estampadas, trabalhadas com costuras, tipo arrastão…).

Cavalera

Iodice

Carlota Joakina

3. Para aquecer, as opções são os muitos paletós (ajustados na cintura), jaquetas mais curtinhas e mantôs (em diferentes formatos).

Ellus

Simone Nunes

Forum Tufi Duek

4. Os macacões também apareceram bastante, também em diferentes materias, estilos, cortes, formas…

Maria Garcia

5. O jeans não poderia deixar de marcar presença. E apareceu muito, em azul ou preto, bruto ou com lavagens especiais, em qualquer peça (jaquetas, parkas, saias, shorts, calças).

Colcci

6. Nos pés, muitos abandonaram os saltos, seja em forma de sapatilhas, tênis ou flat boots. Mas, sem nenhuma dúvida, o item must have da estação são as ankle boots, mas essas sempre de salto alto.

Samuel Cirnansck

O Fashion Rio aconteceu em clima de nacionalismo, tendo como mote a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016. Infelizmente não foi o que vimos na passarela, as grifes estiveram mais imitativas do que criativas, viu-se mais do mesmo – e várias vezes! Foi tanto Balenciaga, Lanvin, Givenchy e Dolce & Gabana que deu para enjoar. Claro, houve exceções, a exemplo da brilhante estréia de Lucas Nascimento e o belo desfile do pernambucano Melk Z-Da, mas no geral, vimos “tendências” vindas diretamente do exterior, como o militarismo, o rock/punk, o orientalismo.

A moda veio menos “democrática”. Explico: se você não ficar bem com determinadas peças, esqueça, porque é o que você cansará de ver nas lojas até o fim do inverno, já que aquela diversidade que vínhamos encontrando nas últimas temporadas não foi contemplada nessa edição do Fashion Rio. Sim, é possível tirar as tendências da próxima estação, assim você já pode ir se programando e sabendo, de antemão, o que poderá – ou não – estar no seu closet quando as grifes começarem a colocar seus produtos nas lojas:

1 – Pele, de preferência sintética e pelúcia;

2 – Ombros em evidência, sejam pontudos ou redondos (em paletós e jaquetas curtas);

3 – Brilho (tipo lurex ou em bordados cada vez mais cheios de detalhes);

4 – Babados, muitos!, de vários tipos e tamanhos;

5 – Short tipo ciclista, sob saia ou vestido;

6 – Saias muito curtas;

7 – Ankle boots bem curtinhas e de salto ou sandália abotinada tipo peep toe;

8 – Neoprene;

9 – Camurça;

10 – Azul (em diversos tons);

11 – Militarismo;

12 Calças super justas, principalmente leggings.

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