O inverno da Triton, sob comando da estilista Karen Fuke, inspirou-se no bairro japonês Harajuku e teve a colaboração de Lovefoxxx, do Cansei de Ser Sexy, que criou algumas estampas (de teias e cogumelos), além de assinar a trilha sonora.

A Triton é marca para jovens, daí a escolha desse lado lúdico. Trouxe  sapatos com plataformas imensas (difíceis de andar, do jeito que as japonesas gostam), acompanhadas de meias que imitam tiras de bondage (essas difíceis de usar, imagine numa perna um pouco mais grossa…).

As peças são compostas em sobreposições de short com meia-calça (essas estampadas que dissemos), camisas com tutus e jeans skinny (esses cheios de amarrações), moletons. Para completar, adicionou brilhos: paetês, metálizados, e elementos fluo.

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 A Ellus quis fazer de seu desfile uma super produção, em que jatos de laser vermelho preencheram a sala do prédio da Bienal, anunciando um inverno inverno será high-tech e pautados por cores escuras. Trouxe o badalado Jesus Luz no casting e apresentou sua mais nova aposta: o leather denim, desenvolvido pela marca, um jeans com aparência de couro, mas super confortável, já que estica para todos os lados. Aliás, o material fez mais sucesso do que o modelo, que causou mais “auê” antes do desfile do que em suas entradas, principalmente em decorrência dos looks escolhidos para ele, extremamente infelizes.

A grife trouxe uma coleção de calças alfaiataria retas ou afuniladas (cenoura), com pregas e gancho baixo para os meninos; para as meninas, calças skinny e clochard, mais shortinhos ultracurtos. Para acompanhar, parkas, jaquetas bomber, camisas, coletes. Destaque para os vestidos fetichistas e do tipo paletó, na esteira do sportswear vigente na estação.

Usou muitos tecidos sintéticos e resinados nas peças, vide os vestidinhos curtos, cheios de zíperes, onde se vê uma mistura de materiais sintéticos, além dos abrigos e camisetas. As cores, além do preto, claro, cores vivas pincelam os looks: amarelo, azul e vermelho.

Nos pés, coturnos para eles e botas de salto geométrico e colorido para elas.

 

Para falar de força, Fabia Bercsek usou correntes, tricôs, tachas e metal, e evocou de Joana D’Arc; colocou olhos pretos, batom cor da pele e peruca, nas modelos, caracterizadas pelo maquiador Marcos Costa, mais botas de salto e cano altos. E o que mais? Uma cartela com muito rosa, brilhos, babados e tecidos bem levinhos. Sim, tem a pegada rocker, mas tem o lado feminino.

As peças vem recortadas, com texturas em aplicadas, com toques metálicos nas costuras ou até mesmo nas peças inteiras, além de couro e a camurça texturizados. Mostrou vestidos na altura do joelho, tops (ora drapeados, ora com babados, e mangas com volume). Tem calças justas e também soltas e curtas.

O desfile se encerra com uma das marcas registradas de Fabia, o tricô, que vieram amplos e com correntes. A cartela de cores,o lado feminino da coleção, veio com rosa, uva, vinho e metalizado.

 

Simone Nunes buscou inspiração nas ilustrações de Amy Cutler e na patinação do gelo para desenvolver seu desfile outono-inverno 2010. Sua coleção foi desenvolvida com lycra, em referência aos colants das patinadoras, com brilhos e estampas. Havia, para completar a inspiração, um short-saia e um body (este com recortes e usado com calça) cheios de franjas.

Apresentou blusas super decotadas, com um tecido transparente preenchendo o recorte, saias com comprimento no meio da coxa e calças um pouco acima do tornozelo. É tudo meio termo, nem muito curto nem muito longo, nem muito justo nem muito largo, apenas confortável. Há, ainda, paletós com detalhes nas laterais e vestidos com ancas. Tudo enfeitado por luvas que chegam até o cotovelo. 

As estampas, feitas em parceira com a inglesa Liberty, dão impressão de serem feitas de retalhos, proporcionando um colorido geométrico. E a cartela de cores vem com azul, vermelho, verde, gelo, rosa e marrom.

 

O desfile de Ronaldo Fraga foi uma verdadeira performance, com música e teatro, uma homenagem à Pina Bausch, coreógrafa alemã do balé moderno, resgatando o lado figurinista do estilista. Foi um show, com modelos desfilando com o rosto coberto por máscaras, criando a ilusão de ótica de que andavam de costas.

As peças têm modelagem ampla, confortável, em tecido pesado. São calças, casacas, saias e ponchos. Não existe masculino ou feminino. Não existe, também, costas ou frente, avesso ou direito.

São casacos com mangas volumosas, laços, franzidos, assimetria e flores nas lapelas. As cores vão preto ao dourado, e há também as estampas, coloridas, com imagens como cravos e cadeiras (homenagem à Pina, em referência ao espetáculo “Cravos”, de 2005), além de listras. Há muita sobreposição e looks feitos em tressê de plástico de saco de lixo.

Valdemar Iodice mostrou nas passarelas uma mulher comportada, em  desfile no Iguatemi, que contou com a presença de Adriane Galisteu. Trouxe roupas elegantes (dentro da “zona de conforto” da grife) e acessórios enormes. Foram poucos decotes, enormes e chamativos colares (com detalhes em plumas e dourado).

Há leggings, usada sob vestidos, de vinil, paetês ou malha; há renda , usada em bordados e como calça; há muito dourado, também em acessórios, bordados e detalhes das roupas e sapatos.

Destaque para o vestido de veludo longo com uma fenda enorme, usado com uma maxi bota e para o manteau usado como vestido. A cartela de cores compõe-se de preto, bege, laranja, roxo e azul marinho.

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