O inverno 2010 de Samel Cirnansck traz princesasdo século 18, quando Thomas Chippendale, designer de mobiliário inglês, se destacou com uma coleção super rebuscada. E o estilista não fez diferente!

Trouxe para a passarela vestidos (e saias) ora com volumosos detalhes de capitonê acolchoado, ora justos, acompanhados por casacos de cortes assimétricos; e mostrou um trabalho de moulage, em camadas de saias volumosas.

Os tecidos eram veludo, malha (parecia couro), tweed de lã e  silicone, com apliques de rendas. E, para enfeitar, coloca nas cabeças cúpulas de abajour de franjas de cristal, e um corselet com uma mesa (de verdade).

 

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É a primeira coleção de Eduardo Pombal à frente da Forum, sem a presença de Tufi Duek, e com a stlist Patti Wilson vestindo as modelos. E ele resgata uma Forum que aposta na sensualidade sofisticada, com peças decotadas sem ser justas.

A badalada modelo holandesa Lara Stone abriu o desfile com uma camisa preta de seda e uma saia box em couro (quadradinha). Para fechar, o look de Lara foi camisa azul marinho patchwork e outra uma saia box em couro, dessa vez cinza.

A passarela foi invadida por volumes rígidos, especialmente nas saias de couro box (quadradinhas), regatas, camisetas e camisas, simples e ajustadas, que vem na companhia de calças de gancho baixo e curtas (destaque para uma bem bonita, de paetê).

Surgiram, ainda, calças de montaria em jacquards e patchworks pretos, paetês tipo cacos-de-vidro e saias com couro aplicado, além do neoprene, em vestidos bem armados. Isso sem contar os criativos decotes, os macacões, as saias curtíssimas, com cintura alta e godê.

Os tecidos usados são musseline e tafetá. As cores usadas são as básicas: preto e marrom. E tudo com muitas fivelas e alças, mas com formas limpas.

Na segunda coleção da dupla Gisele Nasser e Andrea Ribeiro no comando criativo da Cori, a grife se inspirou na figurinista de cinema Edith Head, que tem em seu currículo filmes como “A Malvada”, “Sabrina” e alguns clássicos de Hitchcocks. Ela é autora da frase “um vestido deve ser justo o suficiente para mostrar que você é uma mulher, e largo o bastante para provar que você é uma lady.” 

E assim surgiu na passarela o inverno da grife, numa coleção compacta, baseada na alfaiataria, recheada de vestidos de formas confortáveis e barras ajustadas, saias arredondadas, casacos amplos com golas altas e bolsos frontais e calças justas, usadas com tops. Bonito o trabalho com as mangas e cavas.

Acertaram na escolha da lã degradê  (fios metálicos são misturados com os coloridos, sobre uma base cinza) para terninhos e mantôs e no couro em tops e vestidos.

Enfim, uma coleção bastante comercial, apenas um pouco contida e carente de inovação.

 

É, Alexandre Herchcovitch parece estar se despedindo de sua fase underground. Ele veio com uma coleção luxuosa, cuja riqueza de detalhes ele foi buscar foi buscar no Leste Europeu, na Georgia e na Armênia. Seu desfile é uma homenagem ao diretor Sergei Paradadjanov, que retratava o folclore e a cultura destes povos.

Os looks são preciosos, com inspiração em elementos folk e nas mulheres do leste europeu: casacos em tecidos nobres, saias e vestidos de elaboração sofisticada, cheios de babados e plissados, e sempre com as mangas bufantes. A preciosidade também se fez presente nas cores e nos brilhos, com correntes e cristais, além de muita, mas muita pedraria mesmo. E nas peles!

Elementos que fazem parte de sua referência não ficaram de fora, e são percebidos na inserção dos xadrezes, na estamparia, nas correntes (feitas de madeira) e no corte austero de algumas  peças. As peças são casacos curtos de pontas assimétricas, saias godês, vestidos de gola alta e jaquetas; há , ainda, bermudas e calças. E tudo com renda e pedras coloridas!

Destaque para os acessórios para a cabeça, riquíssimos, os visons, os colares e pulseiras. Uma bela coleção, que apostou ostensivamente no luxo.

Camila Cutolo, diretora de criação da Maria Garcia, segunda marca da Huis Clos, trouxe um clima rock-hip hop-streetwear para a passarela. Saiu da óbvia paleta de cores de inverno, com muito vermelho e pink, e fez todo mundo dançar com o Cake, banda indie dos anos 90.

A passarela foi invadida por shortinhos, jardineiras e macacões em tecidos leves, como georgette de seda. Os looks de festa são bordados ou de lurex, com todo brilho que a estação pede. Aliás, se depender da grife, lamê, lurex, nylon e transparências não podem faltar no guarda-roupa da próxima estação, deixando a ousadia por conta de uma legging mais larginha feita de renda preta.

A grife mostrou jaquetas estruturadas bem bacanas, além de outros destaques que não podem deixar de ser comentados: estampa floral, o tricozão em vermelho, a pulseira de pedras, a calça com punho na barra, as rendas. Com certeza uma coleção que fez bonito na passarela e vai fazer sucesso nas lojas!

Reinaldo Lourenço trouxe para as passarelas do outono-inverno 2010 uma coleção com momentos diversos que se alternam: são vestidos da década de 40, calças e paletós inspirados nos uniforme militares e vestidos leves, transparentes, em tons nude, sendo surpreendidos por momentos de organza e tons vibrantes, remetendo à luz e à espiritualidade, conforme definido por ele.

No início, o militarismo, com mínis retas ou em A, com muitos bolsos, cintos, botões. Sim, existe uma praticidade nos bolsos utilitários e também nas calças retas, que permitem a transformação em bocas de sino quando abertos os zíperes (isso também acontece com as ankle boots e botas), acompanhadas de camisas com mangas de couro ou jaquetas.  Há, também, conjuntos em couro e em lã canelada, em clara referência aos uniformes militares.

Os vestidos coluna, típicos do estilista, vieram muito leves, transparentes, cheios de  apliques que formam desenhos florais ou ondas, a cara dos anos 40. No final, eles são super enfeitados, cheios de babados e rendas que se transformam em detalhes de cetim aplicados, simétrica ou assimetricamente, como se fossem as condecorações nos paletós militares. Em cores vivas, usadas junto com off-white e o preto.

 Meias pretas finalizam o look, que também ganha acessórios de falso vison.

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