A crise pode até estar dando sinais de adeus, já que ontem as Bolsas do mundo se animaram com a notícia de que o JP Morgan obteve no terceiro trimestre lucro 580% maior que o do mesmo período do ano passado.

Bom sinal, sem dúvida. Mas os reflexos da crise puderam ser vistos na última semana de moda francesa que, em tempos de contenção econômica, priorizou uma moda mais “pé no chão”, sem tantos luxos e ousadias, porém sem perder o glamour.

A tarefa criativa esteve um pouco mais árdua nesta temporada, porque baixar custos não pode significar cair no lugar comum, há que se buscar sempre a novidade e continuar irresistível!

A Chanel, por exemplo, apresentou uma coleção contemporânea, de cores suaves e formas leves, porém indiscutivelmente sexy. Aliás, essa é a palavra de ordem da temporada: sensualidade, que aparece em looks muito curtos (curtíssimos!!!), fendas, decotes, lingeries aparentes… enfim, corpo à mostra.

Chanel Primavera-Verão 2010Chanel 8Chanel 6

 As silhuetas são soltas, os tecidos vaporosos, à exceção da Balenciaga e Balmain. Houve, também, o oposto, com a introdução de elementos do guarda-roupa masculino, ombros fortes, cinturas marcadas, caso da Dior.

Dries Van Noten Primavera-Verão 2010Balmain Primavera-Verão 2010 Balenciaga Primavera-Verão 2010Dior Primavera-Verão 2010

Hussein Chalayan apresentou seu smoking desconstruído, Balenciaga abusou das geometrias, Stella Mc Cartney misturou renda e alfaiataria. A Maison Martin Margiela “recortou” suas peças, Givenchy veio cheio de grafismos. 

Chalayan 2Hussein Chalayan Primavera-Verão 2010Stella Mc Cartney Primavera-Verão 2010 

 

Margiela Primavera-Verão 2010Givenchy Primavera-Verão 2010Louis Vuitton Primavera-Verão 2010

 Houve flores, muitas delas… mas ainda restou alguma referência étnica, assim como os nudes, beges, branco, rosa e preto.

Chanel Primavera-Verão 2010Miyake Primavera-Verão 2010Hermés Primavera-Verão 2010Givenchy Primavera-Verão 2010

Enfim, em época de recessão, teve menos pano, menos desperdício, uma moda mais usável sem que se perdesse criatividade, inventividade… O que mais se viu, sem dúvida: o corpo da mulher!

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