A locomotiva da Louis Vuitton encerrou a Semana de Moda de Paris em grande estilo, trazendo de volta o luxo característico do evento, aposentado por algumas edições por causa da crise econômica que assolou o mundo!!

A temporada outono-inverno 2012/2013 foi marcada pela fantasia e pelo humor: Stella McCartney sport-chic moderna, a diva da Lanvin, a cigana da Chanel, cowgirl fetichista da Givenchy ou a nerd da Balenciaga. E foi marcada também pela “permissão” para usar o kitch: evolução do cafona para atual, autorização em grande estilo, assinada pelas grandes grifes.

Após anos mostrando o básico e minimalista, a moda assinalou o retorno do luxo, do over, do maximalismo, como que incentivando o consumo através da fartura…

Anúncios

A Semana de Moda de Paris continua bem humorada… Agora a surpresa partiu da Louis Vuitton que colocou um trem na passarela, em pleno pátio do museu do Louvre, que foi transformado numa estação. Sobre saltos altíssimos, as modelos desceram na plataforma, seguidas por carregadores com malas nas mãos.

Os casacos longos – lindos – acompanhados de belas bolsas compunham os looks dessas modelos idealizadas por Marc Jacobs, que pretende usar o lindo trem em uma “pop-up store” da marca. Completando os looks do desfile, as modelos mostraram saias compridas sobre calças e casacos com botões cintilantes.

O desfile agradou ao público, cujo destaque ficou para celebridades como Catherine e Sarah Jessica Parker.

Karl Lagerfeld conseguiu mais uma vez surpreender os fashionistas em pleno Grand Palais, na Semana de Moda de Paris!

O desfile da Chanel começou com a seriedade dos clássicos tweeds da grife francesa, apesar de mais jovens e com uma pegada meio esportiva. Mas aí que começaram a aparecer cristais – sim, cristais em tudo: sapatos, mangas, golas… e saias brilhantes, com blusas super coloridas, e até leggins com as pedrinhas!!

E todos amaram, passado o sobressalto inicial!! Em especial os acessórios, que eram comentário unânime na saída do desfile, desde os maxicolares aos braceletes com pedras gigantes. Não à toa a estrela da primeira fila era Katy Perry…

Aliás, a onda kitch invadiu completamente essa semana de moda, também com o aval de maisons como Balenciaga e  Lanvin, transformando o que há pouco era cafona em elegante. É a elite fashion do mundo ditando a regra da vez!!

Bom humor em Paris

06/03/2012

A Semana de Moda de Paris continua divertiva: criatividade nostálgica e celebrações a mil!!

Começando pela Lanvin, que celebra os dez anos de Alber Elbaz na grife, com direito a champanhe, carrinhos de doces, salgados e bolos de aniversário na passarela. No final do desfile, o próprio Elbaz deu uma “palhinha” ao microfone, convidando todos os convidados a um coquetel dançante. Quanto ao que interessa: uma coleção bem over, cheia de pedraria, brilhos, peles… Os fashionistas responderam com gritos e muitos aplausos!

Ricardo Tisci, da Givenchy, colocou cow girls na passarela: muito couro, em looks sexies e fetichistas, misturadas a calças estilo bombacha e roupas de dançarinas de saloon. Para acompanhar, botas suuuuper longas e lenços.

Até a Hermès entrou na onda dos pampas, mas com bombachas mais “clean”, bem ao estilo fazendeira de luxo.

Paris…

29/09/2011

A semana de moda de Paris começou na terça-feira (27/09). Pedro Lourenço, que desfilou na Galerie Saint-Honoré, passeou bem entre o conceitual e o comercial (embora a crítica especializada tenha enxergado um quê de Balenciaga…), onde vestidos foram inspirados em prédios espelhados, usando elementos que misturavam o urbano com o natural.

Para a Mugler, Nicola Formichetti, diretor criativo da marca, mostrou peças com muitos recortes e uma cartela de cores de neutros, brancos e brilhos. E Gareth Pugh combinou branco e preto de uma maneira futurista, aliando-os a metalizados e roxo.

Nicolas Ghesquière, estilista da Balenciaga, trabalhou os tecidos de diferentes texturas e pesos, unindo os tecnológicos aos nobres…

Parece que todas as semanas de moda da primavera-verão 2011 queriam chegar num mesmo ponto: Yves Saint Laurent, que foi homenageado com uma exposição retrospectiva (terminou em agosto) e um documentário. Todas elas, de Nova York, com Marc Jacobs, passando por Milão, até chegar em Paris, pareciam ter o mesmo clima, o mesmo tom…

Após uma temporada de outono-inverno 2010/11, pautada na moda dos anos 50, cheia de romantismo (o retorno do ladylike!), vimos as coleções de primavera-verão 2011 serem dominadas por uma certa androginia, como as musas da Givenchy e os misteriosos modelos de Tom Ford (por enquanto só visto nos croquis pelos “simples mortais”). E, claro, tudo parecendo levar à Yves Saint Laurant e o clima 70’s que pautou grande parte das coleções. As passarelas, então, trouxeram itens do vestuário masculino, a imagem da mulher sedutora porém andrógina.

Um exemplo é o terninho, criado por Yves, em 1971, e que depois se transformou e teve um sem número de releituras feitas por ele mesmo. Nessa temporada, vimos o smoking nas passarelas de Balenciaga e Givenchy. Outro exemplo está nas transparências, sempre em tons escuros, arma de sedução velada feminina!

Aliás, falando nas cores escuras, ele, o preto, continua imbativel, e retoma seu posto após várias temporadas repletas dos tons nude, pastel e outros clarinhos. Mas esse preto… é “o” preto, salpicado de cor, ou com transparência e brilho. Também foi o revival da saharienne, egressa da coleção safári de Yves Saint Laurent, como mostrou Marc Jacobs em seu desfile “so 70’s”.

Foi uma temporada de ombros e pernas à mostra, com muita frente-única e fenda, nesse jogo de sedução velada, comme il faut. Uma sensualidade chique, que pressupõe uma mulher elegante, que sabe de onde veio e onde quer chegar. E as plumas… ah, as plumas de Laurent, pitada de romantismo resgatada por Chanel e – quem diria – Alexander McQueen. E vimos os comprimentos longos dos anos 70, em peças cheias de movimento, com “aquelas” fendas do jogo de mostra-esconde…

As cores, além “do” preto, são vivas, indo do pink, ao verde, laranja, roxo, em tons mais escuros e opacos, tais como desfilados por Paloma Picasso e Gucci. Para completar o look, um bonito olho escuro esfumado, cabelos presos e bocão, pintado de vinho bem fechado!

O estilista brasileiro Pedro Lourenço, filho dos também estilistas Glória Coelho e Reinaldo Lourenço, desfilou pela primeira vez em Paris, num concorrido evento paralelo ao calendário oficial da Semana de Moda de Paris outono-inverno 2010/11, no Hotel Westin.

Inspiradas na obra de Oscar Niemeyer e em Diana, a deusa da caça, sua coleção agradou os críticos de moda, mostrando uma mulher guerreira, com um quê futurista, escorando-se em construções arquitetônicas das peças estruturadas, muito bem confeccionadas.

A temporada de outono-inverno 2010/11 foi uma verdadeira monotonia de idéias e falta de novidades fashion em Paris. Tudo muito bonito, bem executado… mas chato, repetitivo, sem audácia!

Sim, o grande espetáculo midiático aconteceu, como no desfile da Viktor & Rolf, em que os próprios estilistas entraram na passarela para desvestir uma modelo que portava vários casacos, usando as roupas para cobrir as modelos que entravam em cena na sequência.

Também fez sucesso o cenário da superprodução da Chanel, com uma montanha de gelo de 265 toneladas, vinda diretamente da Suécia, em torno da qual as modelos desfilavam, ao mesmo tempo que o chão recebia a água derretida do iceberg! O destaque da coleção ficou para os tricôs, com construções sofisticadas, além das peles, todas fake.

O show de John Galiano, da Dior, aconteceu em torno de colunas romanas neoclássicas, remetendo ao dandismo inglês dos poetas românticos. A coleção veio bastante comercial, mais uma vez destacando os tricôs, além de looks de estilo masculino. Aliás, a elegância inglesa também serviu de inspiração para a Hermès, de Jean Paul Gaultier, que explorou personagens masculinos da Ingleterra, como James Bond, para vestir as mulheres.Para a Louis Vuitton, a nostalgia fez com que o desfile migrasse para uma tenda armada numa área externa do Louvre, em torno de uma fonte. Os anos 50 dominaram a passarela, com muito jazz, decotes e saias e vestidos godês.

Mas quem conseguiu brilhar foi Phoebe Philo, que colocou a Céline na vanguarda da estação, evocando o mais puro minimalismo, conceito também seguido por Stella McCartney e Givenchy. Um design sem loucuras, luxo sem ostentação, e sensualidade…

Viktor & Rolf

Chanel

Dior

Céline

A Semana de Moda de Paris, marcada para março, não contará com o desfile da Alexander McQueen nessa edição. A princípio, o Grupo Gucci tinha anunciado que a marca continuaria, mesmo com a morte do fundador e diretor criativo, além de confirmar o desfile na Semana de Moda de Paris.

Mas acabaram de anunciar o cancelamento do desfile que aconteceria em 09 de março, em consideração à família do estilista. Mas a coleção de outono-inverno 2010/11 será produzida de qualquer maneira e será apresentada no showroom, em evento fechado para a imprensa de moda, nos dias 09 e 10 de abril.

%d blogueiros gostam disto: