No último domingo, 28/08, a colunista da Folha de São Paulo, Danusa Leão, escreveu um artigo intitulado “Certos Momentos” no qual, em síntese, descreve que, em um sábado de sol, após cumprir uma lista de afazeres nada glamurosos, foi almoçar sozinha em um restaurante de comida baiana. Degustando um acarajé e uma caipirinha, percebeu a cara de espanto e “piedade” dos grupos que ocupavam outras mesas, por ver uma mulher almoçando sozinha em um dia lindo como aquele.

 Para ela, aquele era um momento de felicidade, ainda que ela não estivesse sorrindo! Conclusão: para a autora “ficou combinado que quem sorri muito, ri muito, gargalha muito é mais feliz do que os sérios, mas não sei se para viver bem -e não estou falando de felicidade- é mesmo fundamental estar sempre rindo”.

 Até concordo um pouco com a Danusa… mas isso apenas reforça que, ao encontrarmos alguém e formarmos nossa primeira impressão, fazemos um julgamento profundo dessa pessoa a partir de elementos superficiais – entre eles a expressão facial! Independente de estarmos certos ou não, convertemos o outro naquilo que julgamos nesses poucos segundos iniciais da interação. Não nos relacionamos com o  outro como ele é ou como se vê, mas sim através da nossa percepção. E este julgamento  determina o grau de abertura que daremos para esta pessoa e também o tipo de  comunicação e relacionamento que iremos estabelecer com ela.

 Nós não temos escolha quanto ao fato das pessoas formarem sua primeira impressão sobre nós, mas podemos escolher como seremos percebidos e a impressão que queremos causar. Por isso precisamos estar atentos e devemos aprender a gerenciar nossa imagem, para que nossa linguagem verbal e não-verbal estejam alinhadas e você não deixe seu interlocutor “confuso”, sem saber o que de fato você está comunicando!

 A expressão facial é um dos elementos-chave da comunicação não-verbal, e se traduz pelo contato visual e pelo sorriso, ou seja, fazem com que as pessoas formem um juízo de valor sobre nós! Por isso as pessoas, naquele restaurante, entenderam a colunista como solitária e triste… essa foi a percepção dos grupos em relação a ela.

 Isso é apenas um exemplo da importância do gerenciamento da imagem pessoal em nossas vidas. Imagine o impacto de um julgamento negativo em relação à sua imagem na sua vida profissional! Você corre o risco de ter a percepção em relação à sua competência e habilidades afetada! O resultado disso? Se você aprender a gerenciar sua imagem corretamente, nunca precisará saber!

Foto: reprodução

A Folha de São Paulo, na edição do dia 26 de setembro, no caderno Vitrine, trouxe uma reportagem intitulada “Vestidas para vender, vestidas para comprar”, que achei bastante interessante porque mostra claramente que a roupa é uma ferramenta para transmitir e definir nossa identidade pessoal e a imagem/percepção que desejamos que os outros tenham de nós.

cha_fw09_059A reportagem trata das lojas de grife localizadas em São Paulo e suas respectivas compradoras (fiéis ou eventuais) e vendedoras, enfatizando o fato de que ambos os lados são “loucos” por grifes, consomem-nas avidamente, mas que o preço pago por elas são BEM diferentes…

Dentre outras colocações, o que mais me chamou atenção foi o fato de que “os looks excessivos das vendedoras, nessas boutiques de luxo, podem intimidar a consumidora potencial e fazê-la relutar a entrar na loja”. As compradoras vêem-se obrigadas a se produzir demasiadamente para ir às compras e muitas vezes se sentem diminuídas diante das vendedoras, avaliadas antes mesmo de entrarem na loja.

 Dior-alta-costura01Pois bem, a verdade é que a primeira impressão é a que realmente fica, somos julgados em até 30 segundos (numa interação, exíguos 6 segundos são suficientes para causar impressão, segundo pesquisas científicas na área da psicologia)… E o julgamento é feito pela PERCEPÇÃO, por aquilo que está em nossa memória, levando-se em conta as referências de quem está julgando (e esse é um fator cultural, tem a ver com o ambiente em que ele está inserido!). Associamos símbolos àquilo que conhecemos, analisamos a vestimenta e traduzimos de acordo com as experiências pessoais que temos.

Por isso a importância em se criar uma identidade pessoal, em definir o estilo, a imagem da pessoa. E esse é justamente o trabalho do CONSULTOR DE IMAGEM: fazer com que a pessoa tenha a certeza de estar passando a imagem que deseja, de estar sendo percebido pelos outros como ele quer, de estar refletindo seu interior. Através de seu conhecimento acerca dos significados, dos símbolos da vestimenta, o consultor fará com que seu cliente exteriorize o que quer passar, levando em conta referências históricas, elementos de design, regionalidade, cultura e experiência pessoal (o consultor tem sempre referências novas, à frente…).

A consultoria de imagem irá alterar a percepção que os outros têm a seu respeito, muda o tipo de abordagem em relação a você. Por isso é para todo mundo, para pessoas “normais”, não apenas para pessoas em destaque na mídia, artistas, políticos. Importantíssima para profissionais de todas as áreas, inclusive para essas pessoas que, apesar de necessitarem transmitir uma imagem de pessoas “acessíveis”, passam uma mensagem de superioridade, afastando de si justamente quem mais deveriam atrair… suas potenciais clientes.

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