No último domingo (03/04), a jornalista Mônica Bergamo, na sua coluna na Folha de S. Paulo, fez uma matéria sobre a “cruzada” do padre Michelino Roberto, da tradicionalíssima Igreja Nossa Senhora do Brasil, que resolver se posicionar e vetar as roupas inapropriadas e escandalosas em sua igreja. O padre se diz incomodado com os modos dos fiéis, que vão de bermuda e chinelo às missas, falam ao celular e usam decotes e micro comprimentos nos casamentos.

Para se ter uma idéia, a igreja deixa à disposição um cabide com xales de diversas cores para que as “descobertas”, que são literalmente barradas na porta, possam assistir às cerimônias sem desrespeitarem o “bom senso comum”.

Mas o assunto vai além. As pessoas estão se esquecendo de que estamos sendo avaliados o tempo todo, por todos que estão nos vendo. Somos julgados profundamente através de evidências superficiais – entre elas o modo como nos vestimos – e essa impressão influenciará na maneira com que os outros irão se relacionar conosco, incluidos aí o grau de abertura que nos darão e o tipo de comunicação que será estabelecida.

Abordamos as pessoas diferentemente, de acordo com o julgamento que fizemos durante esta primeira impressão. As escolhas que você fez ao se apresentar vão determinar a atenção que você vai ter!

Estudos feitos na area de percepção mostram que o impacto maior que causamos vem da nossa comunicação não- verbal (verbal: 7 a 35%; não-verbal: de 65 a 93%). Comunicação verbal é o que eu falo; não-verbal é como eu entrego, como eu apresento meu discurso. E ambas devem estar em sintonia, falar a mesma linguagem.

Então construa sua imagem com inteligência! A aparência de cuidado consigo mesmo, de adequação ao ambiente só irá contar pontos a seu favor, será um verdadeiro marketing de si mesmo. Tenha em mente que você deve estar adequado para a situação que irá enfrentar e para os interlocutores com quem irá falar – isso demonstra cuidado e respeito para com o outro!

A mulher certamente gosta de se olhar no espelho e se sentir o máximo. E pode sentir-se assim destacando apenas um ou outro ponto sensual, sutilmente, e assim valorizar-se passando apenas um “recado” de sua beleza… não precisa se expor, especialmente em locais e situações inadequados!

 

A colunista do jornal Folha de São Paulo Mônica Bergamo entrevistou o editor da revista de tendências inglesa Wallpaper, Tony Chambers, a respeito da edição temática de junho da revista, que será dedicada ao Brasil, com o plano de traçar “o melhor retrato contemporâneo de uma nação que está pegando fogo”. A revista, terá capa de Vik Muniz e trará destaques de arquitetura, design e estilo de vida, além de … “uma história de amor” sobre as bundas das brasileiras (???).

Na entrevista, ele informa que a Wallpaper está sendo auxiliada por um “time de conselheiros” formado por Lenny Niemeyer, Alex Atala, Paulo Mendes da Rocha, os irmãos Campana e Seu Jorge. Os entrevistados serão Oscar Niemeyer, Charles Cosac (da Cosac Naify) e, quem sabe, Eike Batista; os assuntos abordarão a água de coco, as plataformas de petróleo e o bumbum brasileiro. Sim, eclético assim…

E como será essa “história de amor” com o bumbum brasileiro? Segundo o editor, serão mostradas “bundas bonitas, de homens e mulheres, e quão importantes elas são para o mundo”(?), e que não se pode “subestimar o poder da bunda brasilera, a influência que ela teve na sociedade” (?). A matéria será feita em São Paulo, na forma de um ensaio de moda com garotas da laje (queens of the concrete), vestindo Gucci, Prada e Louis Vuitton…

Dá para imaginar?

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