A Semana de Moda de Paris continua bem humorada… Agora a surpresa partiu da Louis Vuitton que colocou um trem na passarela, em pleno pátio do museu do Louvre, que foi transformado numa estação. Sobre saltos altíssimos, as modelos desceram na plataforma, seguidas por carregadores com malas nas mãos.

Os casacos longos – lindos – acompanhados de belas bolsas compunham os looks dessas modelos idealizadas por Marc Jacobs, que pretende usar o lindo trem em uma “pop-up store” da marca. Completando os looks do desfile, as modelos mostraram saias compridas sobre calças e casacos com botões cintilantes.

O desfile agradou ao público, cujo destaque ficou para celebridades como Catherine e Sarah Jessica Parker.

A semana de moda da Milão terá um acontecimento concomitante aos desfiles: uma restrospectiva do trabalho de Marc Jacobs na Louis Vuitton. Jacobs está na grife desde 1998, quando deixou a Dior, mas há rumores de que o estilista estaria deixando a LV. Segundo o site The Daily, Bernard Arnault, presidente do conglomerado LVMH, estaria tirando Marc da Louis Vuitton para colocá-lo Dior, já que as duas grifes pertencem ao grupo. O cargo de diretor criativo da Dior está vago desde a demissão de John Galliano, em março.

Bem, a mostra terá curadoria da stylist Katie Grand, e contará com peças de mais de 70 coleções sob a coordenação de Marc. A exposição, que terá início em 22 de setembro, casa com a rebertura a loja da grife na Via Montenapoleone (que será em 21/09).

Menina dos olhos das marcas internacionais, o Brasil recebe cada vez mais grifes de luxo. A primeira delas é a Marc Jacobs, que abre sua segunda loja no país, dessa vez no Shopping Iguatemi (a primeira loja fica na Rua Haddock Lobo), espaço também ecolhido pela Bottega Veneta, estreante por aqui.

A direção do shopping divulgou que as lojas devem ser inauguradas até o final do ano. E, a julgar pelo interesse de François-Henri Pinault, dono do PPR (conglomerado que detém marcas como Gucci, Alexander McQueen e Balenciaga), quando esteve no país em 2010, mais novidades devem pintar em breve por aqui, começando com mais lojas da própria Gucci.

Tudo combinando

07/04/2011

Depois de tanto tempo nos preocupando com o mix & match, fica difícil imaginar a volta dos conjuntos… Lembra? No auge dos anos 70 essa era a regra, resgatada agora por grifes como Marc Jacobs, Yves Saint Laurent, Marni, Alberta Ferretti, Michael Kors e Salvatore Ferragamo, além dos brasileiros Tufi Duek e Lucas Nascimento.

Mas não pense que o quesito criatividade fica para segundo plano: para ser atual, tem que buscar texturas diferentes e cores impactantes…

 

O estilo de Michelle Obama está mais uma vez em destaque. Só que dessa vez, ao invés de exibir peças de grandes estilistas ou maisons, Michelle mostrou um lado despojado, fast fashion: usou um vestido da sueca H&M, de U$ 34.95!! O mini-dress de poá foi a roupa escolhida para uma entrevista ao Today Show, programa da ABC, sobre as manifestações no Egito e a economia do seu país. Perguntada sobre como se sentia sobre ser considerada um ícone de estilo, respondeu levar tudo como elogio…

O interessante é que, logo após a exibição da entrevista, as linhas telefônicas da Casa Branca ficaram interditadas pelas inúmeras ligações de fashionistas ávidas por informações sobre a origem do bendito vestido, o que foi prontamente esclarecido pela assessoria Mrs. Obama, que confirmou a marca. Mas, para sair da polêmica do patriotismo fashion da primeira dama, Michele escolheu um modelito americano para seu compromisso seguinte, o almoço em torno da campanha contra a obesidade infantil: um Marc Jacobs!

Primeiro foi a Bookmarc, livraria em Nova York, aberta junto com Robert Duffy, dedicada a livros de arte e sua linha de papelaria. E agora, em comemoração aos 25 anos da Barney’s de Nova York, fez uma parceria com a Moleskine, criando uma estampa para o caderninho preto mais adorado e famoso do mundo, em edição limitada. Um charme!

A moda que vimos em Nova York na temporada do verão 2011 da fashion week americana, que terminou ontem, mostrando um perfume setentista, uma moda que exalta o estilo de vida da metrópole mais agitada dos Estados Unidos: a própria Nova York!

Quem deu o start foi Marc Jacobs, que exaltou o famoso clube Studio 54, criado em 1977, onde aconteceram festas memoráveis, lotadas pelas celebridades da época. Outras referências foram a atriz Jodie Foster, no filme “Taxi Driver” (1976), os roqueiros ultra-paramentados do New York Dolls e as criações de Yves Saint-Laurent, que brilhava na década de 70. Trouxe para a passarela vestidos esvoaçantes, macacões longos, além das cores dos anos 70, como marrom, roxo, laranja e vermelho, em desfile aberto pela modelo alemã Luisa Blanchin, o rosto mais comentado do momento.

Já as grifes Tommy Hilfinger e Lacoste mostraram o um estilo”esportivo-chique”, típico do Upper East Side: a primeira revisitando o “preppy” (estilo “mauricinho” americano!) e a segunda, bem setentinha, exaltou os looks de veraneio da época (trouxe até as trancinhas de Bo Derek no filme “A Mulher Nota 10”, de 1979). A Tommy, aliás, comemora seus 25 anos, sagrando-se uma das mais importantes representantes do estilo esportivo da moda dos EUA. Seu desfile esteve lotado de celebridades na primeira fila (Jennifer Lopex, Christina Hendricks e Ed Westwick, entre outros).

Jason Wu, estilista queridinho de Michele Obama, veio buscar inspiração no Brasil, mais precisamente na artista Beatriz Milhazes. E aí, enveredando pelo lado brasileiro, teve Carlos Miele, que animou seu desfile com trilha sonora ao vivo de Bebel Gilberto, e não desapontou suas fãs, mantendo seus modelos sexies e com detalhes feitos à mão, e também Alexandre Herchcovitch, novo queridinho de blogueiros como Bryan Boy, considerado um dos mais influentes da web.

Diane Von Furstemberg também exaltou os anos 70, em charmosa coleção, e Carolina Herrera mostrou muito luxo na passarela. Aliás, as coleções foram, em sua maioria, luxuosas interpretações da tendência setentista, bem como do esportivo de luxo…

E a minissaia…

13/11/2009

Depois do triste acontecimento na Uniban, no qual um minivestido foi considerado ultra provocante e causou humilhação a uma aluna (abordamos o assunto e falamos de imagem pessoal, lembra?), a MINISSAIA virou hit por todo país e já é objeto de debate entre os fashionistas…

O fato é que a minissaia, acompanhada por microshorts e microvestidos, apareceu nas últimas coleções brasileiras e européias ainda mais curta e mais ousada. Os reflexos da crise econômica fizeram com que a moda ficasse mais “pé no chão”, sem tantos luxos e ousadias, porém sem perder o glamour, apostando nas minis como peças de poder e sedução.

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Tanto elas – as minissaias –  quanto os shorts e vestidos já aparecem em modelos bastante sofisticados, feitos para a noite, em tecidos mais refinados, com brilhos… No último desfile da grife Marc Jacobs, realizado nesta 3ª feira em São Paulo, na flagship da marca, por ironia um dos vestidos mais bonitos era justamente um rosa-fúcsia!

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Nas ruas, e não apenas nas baladas noturnas, vemos minis desfilando à passeio ou para trabalhar, combinadas a camisas, camisetas e sapatilhas ou flats – vale aqui ressaltar o cuidado para usar a peça e não ficar vulgar, né?

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Com o calor que anda, nada melhor que colocar as perninhas de fora. O importante é respeitar nosso estilo, nossa silhueta e o ambiente em que será “desfilada”. E aí é lembrar de tudo o que as passarelas mostraram e soltar a imaginação: shorts larguinhos tipo lingerie (Prada e Dolce & Gabanna), mini shorts jeans (corte uma calça velha e dobrar a barra!), saia curtinha com top suuuuper básico e giga acessórios.

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Marc Jacobs na NK

11/11/2009

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Aconteceu ontem (10/11), nos Jardins em São Paulo, o desfile da grife Marc Jacobs, na flagship da marca, anexa à NK Store, de Natalie Klein. Lotado e cheio de gente bonita, o desfile mostrou na passarela looks femininos e  – novidade – masculinos.

É a primeira vez que a coleção masculina vem para o Brasil. Com estilo street wear, as roupas são superbásicas e muito charmosas. Os meninos desfilaram paletós e blazers de comprimento um pouco mais curto, camisetas e calças (que apareceram sempre com a barra dobrada). Tudo com modelagem atual e silhueta beeeem seca.

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 Na coleção feminina, chamaram atenção os acessórios: os óculos de sol, lindos, grandes e de impacto, como pede a estação; as sandálias e os sapatos, com salto de estrela; as bolsas e clutches, com muito brilho e tachas (além dos sapinhos, uma graça!).

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Estavam lá Fernanda Lima, Thaila Ayala, Julia Petit, Cassia Ávila, Jack Vartanian, Giuliana Romano entre outros foram conferir as peças do badalado estilista, que já estão disponíveis na NK.

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Eu também fui conferir pessoalmente…

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Fotos: Eddu Ferraccioli

 

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Para quem não sabe, o Pense Moda é um seminário anual que promove encontros de profissionais nacionais e internacionais nas áreas de fotografia, styling, direção de arte, beleza, jornalismo de moda, novas mídias, cultura e comportamento, cuja 3ª edição está acontecendo em São Paulo desde ontem e vai até o dia 5 de novembro.

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Quem abriu o evento foi David Mallett, expert que tem um salão há sete anos em Paris e cuida de cabelos de famosas como Penelope Cruz, Demi Moore, Sharon Stone e Charlotte Gainsbourg. Depois de contar sua tragetória, falou sobre o que está acontecendo na moda dos cabelos agora: as tendências para os próximos meses: a volta dos cachos, dos cabelos curtos e de cores quentes, em especial o vermelho.

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A seguir, Cecilia Dean (vestido Marc Jacobs e sapatos Calvin Klein!) conversou com Camila Yahn sobre a revista “Visionaire”, que tem caráter absolutamente independente .

Teve, ainda, uma mesa de debates sobre o Futuro da Mídia, com Alexandra Farah (jornalista), Andréa Bisker (WGSN), Paulo Caruso (O2), Fernand Alphen (F/Nazca) e Sebastian Orth (da Surface to Air), mediada por Alexandre Matias (editor do Link/O Estado de SãoPaulo), sobre a publicidade em sites.
Gloria Kalil

Para encerrar a noite, sabatina com Gloria Kalil, falou sobre o conceito de rumos, que, segundo ela, são “grandes linhas da moda”, em que é possível apontar caminhos (peças-chave) para a temporada, mas não com precisão. Falou também sobre o fast fashion nacional, que se baseia em macrotendências e mostra ao cliente o que “está na moda”. Por fim, Gloria afirmou que os estilistas brasileiros não copiam mais a moda do exterior e que “moda brasileira não é traje típico”, e que ainda falta fazer da moda o que a música conseguiu: “é brasileira sem ser folclórica, é sofisticada e tem uma graça”.

 

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