Foi ontem, dia 06/04, o desfile do inverno 2010 do estilista Ricardo Almeida, que trouxe para as passarelas novidades um tanto “pop”: Ricardo entrou na era das camisas polo com grandes logotipos bordados, um sucesso de vendas em diversas grifes masculinas. Aliás, essa faceta do estilista já vinha desde 2009, com o lançamento da linha Office (peças prontas e com preços mais acessíveis a jovens executivos).

Segundo divulgado pela grife, as polos são produzidas pela mesma confecção que atende a Lacoste, no Peru, e feitas de algodão pima (um algodão considerado mais nobre e que é conhecido por seu toque macio). Também foi dada maior ênfase à linha de sapatos da marca, que traz o mesmo logo.

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Todo mundo sabe que quando falamos de beleza, maquiagem ou cabelo, a maior parte das mulheres tem medo de ousar… afinal, já foi tão difícil aprender a fazer aquele olho que era tendência no ano passado, fazer aquele coque, usar aquela cor de batom ou esmalte… melhor não arriscar, né?

Eu particularmente discordo. Claro que você não precisa – e não deve – sair por aí usando TUDO o que os entendidos ditam como tendência, mas não há nada de errado em procurar inspiração nas passarelas, para encontrar alguma coisa que realmente combine com seu tipo físico, sua cor de pele, seu cabelo… enfim, seu estilo e, com isso, atualizar seu look e deixá-lo mais com a cara da estação. De quebra, é sempre bom saber no que as marcas de maquiagem e cosméticos vão começar a investir mais – cores, texturas, etc.

Vale lembrar que nem tudo é exatamente uma novidade, no mundo da moda e da beleza as idéias vão e vem em movimentos cíclicos, às vezes voltam iguais, às vezes repaginadas…

Batom vermelho

Depois de uma temporada dominada pelos tons nude e muitos corais, os tons avermelhados nos lábios estão de volta – apesar de serem um clássico! E, dessa vez, as passarelas trouxeram lábios vermelho escuro, quase vinho, cobertos por uma camada de gloss para garantir o brilho.

Olhos pretos

O olho preto da estação permite várias possibilidades: pode ser esfumaçado, pintado com cuidado, feito de delineador, puxando para fora, gráfico, com glitter, leve, pesado… escolha o seu!

Rosto saudável

A bem da verdade, “o mundo” ama o visual clean, leve e suave! Mas para o Inverno 2010 a tendência é adicionar tons de coral e pêssego, principalmente nos lábios, tirando o ar de  “nada”, dando ares de saudável ao rosto da vez.

Sobrancelha marcada x sombrancelha descolorida

As sobrancelhas propostas estão em dois opostos, ora descoloridas, ora marcadas, co-existindo em paz. As descoloridas, por exigirem maior cuidado (claro!), estão mais presentes em editoriais e campanhas (especialmente de verão, atenção!), e as marcadas tentam voltar a ter seu lugar ao sol.

E como conseguir atingir o efeito desejado para esse inverno? Para destacar suas sobrancelhas de maneira sutil, há diversas opções de lápis, máscaras e pincéis específicos para isso; ou, ainda, simplesmente pentear os fios para cima, criando um look “desleixado”.

Sobrancelha apagada? Os maquiadores nacionais importaram a idéia das passarelas estrangeiras e garantem que nada de corretivo, o negócio é descolorir, sem truque, com água oxigenada volume 40, para conseguir o efeito. Particularmente, acho um tanto radical, além de arder bastante! Fora que depois os pelos ficam verdes!! Se bater o arrependimento, tem que passar tonalizante para que a sobrancelha volte à cor natural.

Sombra colorida

As sombras coloridas vieram para ocupar o lugar daquela sombra marrom “basiquinha”, que preenche o côncavo (sabe a parte fundinha da pálpebra?). E aí não há limites: rosa, azul, laranja, dourada, roxa, verde… Pode até usar dois ou três tons inusitados, um nas pálpebras e outro, geralmente imitanto delineador, na linha inferior dos olhos.

Coques

Depois da cerimônia do Oscar já era possível a aposta, mas as passarelas confirmaram: invista no coque! Além de centenas de formas e nomes, os coques não são mais sinais de preguiça, mas de estar updated! Pode ser  volumoso, desfiado, bailarina, simples, baixo, alto, com franjas… só cuide para que as raízes estejam boas e limpas!

Franja no rosto

Essa tendência até funciona nas passarelas, mas seu efeito prático é praticamente zero, já que os cabelos soltos com a risca descentralizada e a parte maior da divisão sobre os olhos deixaria qualquer uma irritada!! Enfim, a intenção for um efeito momentâneo…

Gel

O que parecia ter tido seu fim decretado ressurge das cinzas… o gel é popular de novo. Seu efeito molhado apareceu em coques rígidos, de riscas descentralizadas, mas também surgiu em cabelos soltos e em rabos-de-cavalo.

O desfile da grife Cavalera, que acontece dia 17 (domingo), na Galeria do Rock, como parte do line up da São Paulo Fashion Week, terá trilha sonora assinada por Iggor Cavalera. O baterista fez até uma música especialmente para a apresentação e será tocada ao vivo no evento.

Veja alguns dos croquis das peças que serão desfiladas, divulgadas pela grife:

A edição inverno 2010 da São Paulo Fashion Week, que começa nesta segunda feira, dia 18 de janeiro, contará com uma loja temporária para vender acessórios, obras de arte e objetos de decoração. A curadoria é da artista plástica Pinky Wainer, que garimpou os objetos pessoalmente para compor o estoque da loja, que funcionará durante a semana de moda paulista.

A jovem estilista Nica Kessler (tem 25 anos, já estudou na Saint Martins e tem um ponto de venda próprio em Ipanema) abriu o line-up do último dia do Fashion Rio com sua primeira participação na semana de moda carioca, apresentando sua marca auto-intitulada romântica ao público.

E põe romântica nisso!! Mostrou muitos (muitos mesmo!!!) babados e lurex (pena que só no primeiro look); alguns bons vestidos curtos e outros longos (que tinham cara de antigos).

 

A estilista Camila Bastos, da Espaço Fashion, trouxe para as passarelas as mais lindas tops para desfilar:  Carol Trentini, Ana Beatriz Barros, Bárbara Berger, Juliana Imai. Isso mostra uma marca mais rica, investindo mais… só que não mostrou nada de novo, caiu num dejá vue de sainhas drapeadas, paletós de ombros trabalhados, muitos bordados (pedrarias e paetês) e vestidinhos acinturados.

Os tecidos escolhidos foram tafetá, seda, jeans e (novamente ele!) neoprene, fazendo diversas misturas deles com couro ou seda. Criou estampas de eclipse (vai do esmaecido a tons de laranja e vermelho), que ficou pesada com os apliques de cristais e malhas caneladas.

 Apresentou calças justas (demais!), blusas com golas muito volumosa (o look ficou pesado!) e bermudas estilo biker (em tela e cobertas por paetês e por pedrarias). Apresentou, também, bons looks em jeans (com relevos e tiras).

Helô Rocha, estilista da Têca, vem passando por transformações ao longo de sua carreira:  já teve fases mais brejeiras, mais teen… agora, usando o filme “Fome de Viver” (em que Catherine Deveune viveu uma vampira vestida por Yves Saint Laurent) como pano de fundo, chegou a uma coleção chic, sexy até… a coleção está mais urbana, a silhueta mais ajustada e os ombros em evidência.

Mostrou mínis justas, cheias de babado ou em forma de ovo; camisas, pulls ou regatas para acompanhar. Surgiram casacos e saias bordados, muita alfaiataria. Destaque para o vestido preto – com renda passando pelo meio – desfilado por Daiane Conterato, super sexy.

Bom efeito causaram os cabelos presos, o make pesado e os colares escuros com bolas enormes de Diego Cattani.

Essa foi a última coleção da Redley assinada pelo alemão Jurgen Oeltjenbruns, que teve, em contrapartida, a recente entrada de Emilene Galende (ex-Cavalera) e Julia Valle (que participava do Rio Moda Hype). O desfile teve seu tom sport de sempre, com surfistas e bikers.

A coleção veio correta, bem no ritmo das últimas coleções assinadas pelo alemão, sem grandes inovações, mas que agradou. Mostrou patches lisos e geométricos, grafismos, estampas; trouxe combinações de tecidos, com moletons, náilon, seda – a utilização de materiais waterproof foi bastante curiosa! Merecem destaque, também, as boas mochilas e as botas.

No masculino, a coleção foi, como sempre, a coleção foi brilhante (e sempre foi o forte da Redley), com os elementos gráficos e shapes geométricos retos ou sinuosos recortando as peças e definindo a silhueta. Adentraram a passarela bonitos cardigãs gráficos, camisas listradas, bermudas e calças, que estavam mais secas, não tão “utilitárias”.

E desta vez a coleção feminina não ficou devendo nada à masculina, uma grata surpresa, e os destaques ficam para os chemises, os vestidos molinhos – alguns com bolsos e zíperes e a estampa de tricô (é, ele apareceu aqui de novo, só que com roupagem diferente e bastante interessante).

Juliana Jabour se inspirou na cidade de Berlim para criar seu outono-inverno 2010. Deixou de lado seu ar infantil (não trouxe mais tantos balonês, babados e laços) e trouxe meninas modernas, bonitas, chics. Sua roupa está menos volumosa, seus tecidos mais sofisticados; é a vez dos vestidos de sede e cetim, dos paletós,coletes, saias godês, casaquinhos de pele.

Juliana soube misturar alfaiataria de cor sóbrias com meias de látex coloridas (mérito do stylist Daniel Ueda); soube colocar a pele sintética encerada em peças de modelagem moderna; usou muita sarja (tecido que torna as peças mais comerciais, claro!!). Os acessórios, como sempre, vieram caprichados, do cinto com tachas pintadas às bolsas tipo Chanel 2.55 (mas com cores fortes).

Capítulo à parte foram os belos tricôs e cardigãs, que foram adicionados de paetês e canutilhos, além das ótimas botas curtas com amarração no tornozelo ou furadas na ponta e no cano.

A trilha sonora foi o indie rock da Glass and Glue, banda badaladinha do momento, que estava lá, tocando e cantando ao vivo. Nesta coleção, a estilista Ana Magalhães usou a frase de Jack Kerouac “On the Road” como  ponto de partida para sua coleção, que não deixou o romantismo de lado por conta do tema escolhido. Continua suave e delicada como sempre.

Estavam na passarela seus costumeiros babados (franzidos ou mais sequinhos), transparências e boleros (em diversos tecidos); seus corações vieram na organza;  jaquetas perfecto ganharam anquinhas (os ombros foram trabalhados em volumes e pontas para paletós e jaquetas!); mostrou uma suave estampa de cactus (sim, isso é possível!). Teve também o chapéu, claro.

Como tem sempre aparecido nos desfiles da semana de moda carioca, os comprimentos vieram muito curtos, em saias godê, em gomos de mohair; teve bermudinhas; teve vestido tomara-que-caia, usado com camisa por baixo. Não ousou muito mas trouxe uma coleção usável e charmosa, bem com a cara da marca.

 

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