O Fashion Rio foi encerrado com chave de ouro pela estilista Alessa. Apresentando sua coleção, batizada de “Play Me”, ela brincou e dançou ao som de Roberto Carlos, e entrou na passarela para finalizar o desfile usando um vestido com estampa de violão.

Com peças bem humoradas (tal qual seu vestido violão), e com um teclado de piano formando o fundo da passarela, mostrou suas estampas de pautas e partituras aplicadas em vestidinhos curtos, de ombros marcados e zíper aparente; desfilaram uma camiseta com saxofone bordado de paetê e um vestido com seda na mesma estampa. Surgiram, também, um colete bordado de pedrarias, tricôs trabalhados, e outras estampas (agora são de discos coloridos; o material, vinil).

Destaque para o make das modelos: numa temporada onde só se viu sombrancelha “apagada”, o maquiador Daniel Hernandez fez dela o único foco de seu make: delineou em preto as sombrancelhas de todas as modelos, sem nada de blush, sombra, rímel ou batom…

Sem dúvida, foi um desfile-show, perfeito para fechar a semana de moda! E a estilista mostrou que adora sua arte e se diverte com ela.

 Oscar Metsavah, da Osklen, é  também quem comanda a New Order. Sim, é uma grife de acessórios e, a princípio pode parecer estranho um desfile da marca. E como pode ser feito? Foram criadas peças especialmente para o desfile, e foram pensadas de acordo com cada bolsa, sapato, colar… E a coordenadora de estilo da marca, Marianna Arnizaut, soube bem exercer seu papel.

Na passarela, acessórios cheios de informação. Como principal material trouxe muita pelúcia, tachas tridimensionais, paetês, animal prints e  metalizados. Mostrou sapatos com cara de cachorro, que tinha até uma coleira presa na pulseira; surgiram mochilas peludinhas, tiaras com orelhas, tênis e bolsas com tachas (que pareciam espinhos).

Andrea Marques foi estilista da Maria Bonita Extra durante anos. Em 2007 abriu sua própria marca e este ano estreou no Fashion Rio. Como ela mesma já havia dito entrevistas, suas características permanecem as mesmas, roupas superfemininas e românticas, os vestidos ajustados por cintinhos finos, o trabalho com estamparia (linda, que saiu das obras de Malu Saddi) e as cores especiais, além do uso do algodão, tecido que ela considera funcionar em todas as estações. Continua enfeitando suas modelos com vários enfeites de cabelo, escolhendo sandálias boas e usáveis.

Os modelos de suas roupas continuam na linha do que já vimos (até cansar!!!) desde o princípio desta edição do Fashion Rio: saias curtas e arredondadas, saias drapeadas, capricho nas mangas de paletós ou vestidos (ombros pontudos ou arredondados), cinturinha marcada.

A cartela de cores é bonita (pretos, cinzas, beges, um bonito tom de azul e um amarelo), as roupas são bem cortadas e tem bom caimento, os tecidos bem escolhidos (algodão, sedas e veludos).

 

Esse foi o retorno da Patachou às passarelas, regida pela estilista Erika Frade, e precisando mostrar que continua tão boa quanto na época em que Tereza Santos estava à frente da marca. Infelizmente, não inovou, caiu na mesmice, como tantos outros desfiles dessa edição do Fashion Rio.

Novamente, ombros em evidência (arredondados, marcados, pontudos), leggings, coats com o shape de ovo e vestidos tipo tulipa.

Viram-se volumes errados na malha de metal e na estampa de anfíbio em chiffon e cores pouco criativas. Pena, também, que não vieram os tricôs que fizeram a fama da grife (e são tendência na estação), à exceção de um bom casaco tipo casulo, com textura amassada. Acertou, no entanto, no veludo dublado de neoprene.

 

A jovem estilista Nica Kessler (tem 25 anos, já estudou na Saint Martins e tem um ponto de venda próprio em Ipanema) abriu o line-up do último dia do Fashion Rio com sua primeira participação na semana de moda carioca, apresentando sua marca auto-intitulada romântica ao público.

E põe romântica nisso!! Mostrou muitos (muitos mesmo!!!) babados e lurex (pena que só no primeiro look); alguns bons vestidos curtos e outros longos (que tinham cara de antigos).

 

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