A marca mineira Coven, de Liliane Rebehy, teve como inspiração duas “emoções” opostas: o circo e a guerra, que levaram a looks coloridos e alegres de um lado, a estampa camuflada dos uniformes militares, de outro.

Surgiram, então, na passarela, franjas, texturas,  “plaquetinhas” de malha, paetês e tecidos drapeados, em vestidos curtos e justos, que tinham mangas bem trabalhadas ou saias drapeadas, em leggings com jaquetas, malhas com franjas, e calças e jaquetas no camufladas em verde ou azul (que deu um efeito muito bonito à estampa).

Nos looks mais chics, foram acrescentados paetês (em mini suéteres, vestidos e saias), acompanhados de alguma textura mais opaca ou com brilho de lurex.

Anúncios

Graça Ottoni manteve a feminilidade e leveza para fazer seu inverno 2010, que veio com muita seda, organza, zibeline e um pouco de couro, matelassê, patchwork e renda. Mostrou transparências, brilhos, sobreposições.

É lindo o patchwork de tiras de organza e renda e as pelerines sobrepostas nos ombros; há, também balonês irregulares, saias e vestidos curtos, combinados lindamente com segundas-peles rendadas; há golas enormes, casacos de formas exageradas e uma jaquetinha curta, justa e de ombros marcados.

As cores passeiam entre os tons de verde, cinzas, rosados, nudes e pastel, como os amarelinhos. A linda estampa foi criada pelo artista plástico Dudu Tagliaferri.

Destaque para os colares poderosos dos dois últimos looks, de Vivi Orth e Daiane Conterato.

A coleção de inverno 2010 da Cavendish, inspirada no oriente, veio muito clara e delicada, cheia de babados, sedas molinhas e confortáveis, nada muito pesado, como seria de se supor para uma coleção de inverno. O que está ok, já que o inverno do Rio não é (nem nunca foi) muito frio…

Foram apresentados na passarela macacões e vestidos soltos, com a cintura marcada por cintinhos com detalhes em origami, florais, que trazem alegria aos looks. Também surgiram belos tricôs vermelhos com fios dourados. Aliás, pelo que se viu até agora, o tricô tem se mostrado forte em muitas das coleções apresentadas no Fashion Rio e disputa papel de destaque na estação.

 

Marcela Calmon e Renata Salles foram atrás da história de Frankenstein para montar a coleção do inverno 2010 da Filhas de Gaia.

Infelizmente cairam num déjà vu: Nicolas Ghesquiere já fez para Balenciaga, Alexandre Herchcovitch já fez, Gloria Coelho também já fez, além das próprias estilistas, que também já tinham feito as tais peças estruturadas, tridimensionais. O mundo fashion está cansado dessa silhueta, já mostrada tantas e tantas vezes!

As estampas florais eram bonitas, mas ficaram com cara de antigas diante da estruturação das peças, bem como do material encorpado, das saias tipo ampulheta (que, inclusive, já tinham aparecido no verão). Entraram na passarela o azul bem forte e o tom de pele, em vestidos retangulares, curtos e ajustados, com tiras de tecidos super rígidos, que até que não eram de todo mal. Veio até mesmo uma transparência em um vestido, que até que se saiu bem.

 

A Mara Mac, de Mara Mc Dowell, trouxe às passarelas, em ritmo linear, muito azul (bem forte) e laranja (bem vivo), além dos tons de marinho, preto, bege e cinza, para trabalhar o tema da coleção, inspirada nos mares nórdicos e nas roupas de salvatagem e dos marinheiros que vivem nos barcos de pesca. Vimos um inverno leve, para temperaturas amenas, bem a cara do nosso frio tropical.

Eram coletes e capas de náilon por sobre vestidos, parkas náuticas, calças na altura joelho e tricôs de ponto grosso, diversas sobreposições de peças texturizadas. Os vestidos de noite, confeccionados em musseline, vinham cobertos por jaquetinhas e capinhas curtas de náilon. Foram bem claras as referências esportivas da coleção!

Desfilaram  jaquetinhas bem curtas, coletes pregueados e estampados, vestidos e tricôs com palas nas costas, comprimentos assimétricos; vieram, ainda, malhas justinhas , com clara intenção de permitir as desejadas sobreposições. Viram-se nos detalhes os nós, cabos e mosquetões, bem no clima náutico que permeou a coleção.

Gostei muito do cabelo meio “branquinho” das modelos, em referência ao ao frio polar! Acho que era para dar mais credibilidade ao tema, em pleno calor de 40º do Rio de Janeiro…

 

%d blogueiros gostam disto: