Foi nas passarelas da Prada e da Gucci que o verão europeu começou a definir seu “jeitão”… As duas partiram de referências da cultura norte-americana para montar suas coleções, calcadas em épocas em que a fartura e o otimismo imperavam.

A Gucci foi buscar inspiração na década de 1920, mais precisamente no “The Great Gatsby”, de Scott Fitzgerald. Aliás, a casa italiana nasceu em 1921, e comemora nos próximos dias seus 90 anos em Florença, com a abertura do Museu Gucci. A estilista Frida Giannini abusou do dourado e dos bordados para representar a fartura e opulência do período.

Já a Prada se pautou no Thunderbird, carro lançado nos Eua em 1955. Chamas “sobem” pelas saias e blusas, queimam e viram microtops. Mas a há uma obsessão em Milão: os vegetais! Dolce & Gabbana tinha beterrabas, pepinos, pimentas; a Moschino Cheap & Chic se inspirou em maçãs e uvas

Milão tem sido palco de festa e de despedidas: a D&G fez seu último desfile – a grife não existirá mais – e a abertura da exposição “The Art of Fashion”, no Museu Triennale, em homenagem a Marc Jacobs, colocou a Louis Vuitton em evidência. Há boatos de que Marc Jacbs deixará a Louis Vuitton para assumir a direção criativa da Dior…

O Fashion Rio aconteceu em clima de nacionalismo, tendo como mote a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016. Infelizmente não foi o que vimos na passarela, as grifes estiveram mais imitativas do que criativas, viu-se mais do mesmo – e várias vezes! Foi tanto Balenciaga, Lanvin, Givenchy e Dolce & Gabana que deu para enjoar. Claro, houve exceções, a exemplo da brilhante estréia de Lucas Nascimento e o belo desfile do pernambucano Melk Z-Da, mas no geral, vimos “tendências” vindas diretamente do exterior, como o militarismo, o rock/punk, o orientalismo.

A moda veio menos “democrática”. Explico: se você não ficar bem com determinadas peças, esqueça, porque é o que você cansará de ver nas lojas até o fim do inverno, já que aquela diversidade que vínhamos encontrando nas últimas temporadas não foi contemplada nessa edição do Fashion Rio. Sim, é possível tirar as tendências da próxima estação, assim você já pode ir se programando e sabendo, de antemão, o que poderá – ou não – estar no seu closet quando as grifes começarem a colocar seus produtos nas lojas:

1 – Pele, de preferência sintética e pelúcia;

2 – Ombros em evidência, sejam pontudos ou redondos (em paletós e jaquetas curtas);

3 – Brilho (tipo lurex ou em bordados cada vez mais cheios de detalhes);

4 – Babados, muitos!, de vários tipos e tamanhos;

5 – Short tipo ciclista, sob saia ou vestido;

6 – Saias muito curtas;

7 – Ankle boots bem curtinhas e de salto ou sandália abotinada tipo peep toe;

8 – Neoprene;

9 – Camurça;

10 – Azul (em diversos tons);

11 – Militarismo;

12 Calças super justas, principalmente leggings.

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