Minha dica para esse fim de semana é o restaurante Kinoshita (Rua Jacques Félix, 405, Vila Nova Conceição, Tel 3849-6940), do chef Tsuyoshi Murakami e seu sócio Marcelo Fernandes, uma casa que trouxe ao Brasil um novo conceito de gastronomia japonesa, a “kappo cuisine” – culinária que, por meio de diversas combinações exóticas de aromas, texturas e sabores de raras iguarias, procura despertar novas sensações nos clientes. Com projeto arquitetônico de Naoki Otake e paisagismo de Gilberto Elkis, o restaurante é realmente bonito.

O cardápio do Kinoshita foi criado após uma viagem dos sócios ao Japão em busca de sabores desconhecidos pelo paladar brasileiro. Sushi de abalone-awabi, sushi buri toro (olho de boi gordo) e sushi akagai (marisco vermelho) são alguns dos pratos em destaque.

Mas a novidade agora é que o chef  criou um cardápio inédito com pratos da cozinha oriental que harmonizam com o uísque Johnnie Walker Blue Label, com sete pratos exclusivos que poderão ser apreciados entre os dias 15 de março e 20 de abril. O Menu Kappo Blue Label só poderá ser aproveitado por cem clientes e será servido com uma garrafa numerada de Blue Label de 200 ml.

Serão oferecidas receitas que levam ovas de tainha, camarão crocante e filé-mignon com terrine de foie gras… Veja o menu:

Menu Kappo Blue Label

Karasumi Daikon (ovas de tainha ao saquê servido do jeito tradicional, com lâminas crocantes de nabo)

Usuzukuri (delicadas fatias de peixe branco servido ao molho ponzu, yuzu e azeite extravirgem)

Sushi de tarako (uma dupla de sushi de ovas de bacalhau e gema de ovo de codorna)

Shake no Saikyo Yaki (salmão marinado no missô e levemente grelhado)

Ebi Fry (camarão crocante ao molho tonkatsu)

Teriyaki Foie Gras Steak Roll (filé mignon empanado na farinha panko, servido com terrine de foie gras e molho teriyaki).

Omatsuri (soft de chocolate Valrhona e castanha-do-pará, com lichia recheada, morango e Johnnie Walker Gold Label)

daikon:  ovas de tainha (bottarga) ao saquê com lâminas crocantes de nabo
Karasumi daikon
Usuzukuri: fatias finíssimas de robalo ao molho ponzu, yuzu  (espécie de mixirica japonesa) e azeite extra-virgem.
Usuzukuri

Sushi de Tarako

Shake no Saikyo Yaki

Ebi Fry

Teriyaki Foie Gras Steak Roll
Omatsuri: bolo de chocolate Valrhona e castanha-do-pará, com lichia recheada de ganache de chocolate e morango
Omatsuri

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Minha dica para esse fim de semana fica fora do eixo Jardins-Itaim e arredores. Trata-se do Apriori Cucina Italiana (Av. Portugal, 694 – Brooklin – Tel: 5041-6818), restaurante de ambiente sofisticado dedicado a pratos clássicos e contemporâneos da gastronomia italiana com influências do Mediterrâneo. A casa tem vista para o Bosque do Brooklin e conta com decoração charmosa e uma área externa super agradável: um jardim florido iluminado por velas e com uma fonte de água.

No comando está o próprio dono, Juliano Melo, ex-publicitário e ex-fotógrafo, chef autodidata que viajou por toda a Europa e conheceu a gastronomia de diversos países. No Brasil, fez cursos e estágios com grandes chefs até abrir seu restaurante, em 2008.

O couvert é tradicional, traz manteiga, queijo de cabra, berinjela e abobrinha, tudo muito gostoso. Na entrada, comece com os deliciosos Camarões rosa salteados no vinho branco ao pesto de hortelã, ou com as Lulas grelhadas ao azeite balsâmico e ervas ou, ainda, com os Mexilhões ao Vinho Branco e Ervas.

Para prato principal, há pescados, assados, risotos e massas. Delicioso o Tagliatelle ao pesto com camarões, mas igualmente bons a Costela de Tambaqui ao Molho à Caçadora com Couscous ao Mediterrâneo, o Gratinado de Peixe (Robalo, Namorado e Pescada Amarela) e Camarões ao Açafrão, Purê de Batata e Salteado de Aspargos Frescos. Outro prato que vale a pena provar é o Namorado grelhado com Creme de Alho–Poró e Mix de Legumes ao Perfume de Manjericão. Tudo é bem servido e muito saboroso!

Para a sobremesa, fique com o aveludado de chocolate, que é incrível!

210 Diner

Para esse fim de semana resolvi indicar o novo restaurante do chef  Benny Novak, também chef do bem sucedido Ici Bistrô, francês, e do italiano Tappo Tratoria. Trata-se do 210 Diner (R. Pará, 210, Higienópolis – Tel.: 3661-1219), um diner americano, com muitos burgescrab cakes, num ambiente despojado e de muito bom gosto. O salão é aconchegante, bem americano, com aquelas mesas com sofás-divisórias; a cozinha fica nos fundos, e tem ainda uma mesa comunitária. Para quem curte uma boa música, a trilha é ótima, cheia de rock (e, como pede a nova tendência, fica mais alta no banheiro!).

O menu, bastante extenso, traz os clássicos dos diners americanos, desde hambúrguer até mac and cheese, ideal para quando bate aquela fome de final de noite. Bom para os “baladeiros”, já que a idéia é funcionar até bem tarde!  Para começar, peça a Matze Ball Soup, um caldo de frango servido com uma bola de farinha de matzo, super leve, uma típica comfort food. Imperdíveis, também, as Onion Rings, que chegou à mesa com a cebola molinha, empanada em casca super crocante.

matze ball soup

Onion Rings

A escolha do prato principal chega a ser um martírio, tantas são as opções (e todas dão vontade de provar!!!), como o Meatballs Spaguetti, o tradicional espaguete com molho de tomate pelado e almôndegas, o Hot Dog, com mostarda com wasabi, cebola picadinha e folhinhas de repolho, em um pão super macio e com uma salsicha deliciosa, o sanduíche BLT: bacon (crocante e sequinho), alface e tomate…

Meatball Spaguetti

Hot Dog

BLT

Hamburguer com queijo emental

Sobremesa: fique com as tradicionais! Cheesecake, Pecan Pie, Apple Pie com sorvete. Não dá para dispensar.

Cheesecake

Pecan Pie

Apple Pie

Para esse fim de semana resolvi indicar uma restaurante com comida de sabor diferente – e muito gostosa, por sinal. O Restaurante BanKao (Rua Manoel Guedes, 444/452 – Itaim Bibi – tel. 3168-0662), de ambiente sóbrio e elegante, nasceu onde funcionava o Nam Thai (com filial no Rio de Janeiro), e tem entre seus sócios o médico carioca David Zisman, que investiu em muitas viagens e cursos, especialmente em Bancoc, além do grupo do Nam Thai e do restaurante Asia.

A bonita casa tem decoração assinada pelo sócio e arquiteto Luiz Bessa e mistura a sofisticação dos restaurantes de Nova York à plantas tropicais asiáticas, apresentado grandes vasos, luminárias gigantes e tecidos que dão ar aconchegante ao espaço. A frente da casa é envidraçada e o restaurante conta ainda com um jardim tropical suspenso, ao ar livre, com plantas de folhagem grande como palmeiras e abacaxis.

BanKao, em tailandês, significa casa do arroz, mas a proposta de David é proporcionar um passeio gastronômico pelo continente asiático com um leve toque de modernidade, usando o arroz como ingrediente principal. Exatamente por isso, o restaurante não é estritamente tailandês, contempla a culinária de todo o Sudeste Asiático, mas de ares ligeiramente “ocidentalizados”, a começar pela louça e pelas doses de pimenta propositadamente amainadas, com indicações de quais são mais intensos, além da ausência quase absoluta de carne de porco.

Logo na entrada há um sushibar, que apresenta cortes diferenciados de peixes como atum, salmão, peixe branco e outras sugestões como ostras com gelatina de capim-limão e ponzu, filhote de enguia, água-viva, mini-polvo, barbatana de tubarão e ovas (de salmão, peixe-voador ou bacalhau).

Como represntantes da China, os dim sum (bocados chineses), os rolinhos vietnamitas de carne ou legumes e os pratos como o pad thai, um talharim de arroz frito com camarões, amendoim e tamarindo e o nuea pad kanaa, um mignon com óleo de gergelim torrado, shitake, molho de ostras e arroz de coco.

Da Malásia, o arroz de coco que acompanha o frango malaio com tomate, iogurte e especiarias e o arroz de especiarias com carneiro preparado em curry malaio; do Vietnã, arroz Rio Perfume, com capim-limão e camarão seco tostado e moído e camarões no vapor com shoyu, óleo de gergelim e alho; da Tailândia, arroz jasmim, acompanhamento de todos os pratos principais, arroz de cúrcuma, acompanhamento do um magret de pato ao molho de tamarindo.

Imperdíveis as sobremesas, caso da panna cotta de coco com redução de lichia e açafrão e do kulf de chocolate belga e Ovomaltine, com banana caramelizada e calda toffee. Mas há tantas outras tão tentadoras quanto, então uma boa opção é pedir o Café Gourmet, que é um mix das sobremesas com um expresso bem tirado.

A carta de vinhos traz predominantemente os tintos, em boas faixas de preço, apesar de o cardápio acompanhar melhor os brancos e os rosés.

Já que é feriado, diquinha extra: para quem quiser um almoço em um lugar muito agradável e badalado, a pedida é a Forneria San Paolo (R. Amauri, 319, Jardim Paulistano, 3078-0099), que reformou a charmosa praça da Rua Amauri e transformou o espaço para receber os clientes do restaurante. As mesas (com ombrelones) ficam ao ar livre, em meio a ipês amarelos, e contam com o apoio de um bar para quem quiser degustar alguma das bebidas ou pratos da casa ou até mesmo para quem quiser apenas sentar e relaxar, não existe a obrigatoriedade de consumir nada.

O menu da Forneria contempla uma variedade considerável de sanduíches à moda italiana, preparados no pão de miga importado, no pão ciabatta ou em massa de pizza. São mais de 30 opções de recheio, acompanhados de salada ou batatas fritas. Há, também, pratos italianos, como o hambúrguer com queijo cheddar e o hot dog com salsicha especial, feitos com massa de pizza e assados no forno à lenha, além de massas, saladas, carpaccios, carnes e sobremesas.

A cozinha é envidraçada, e a moderna decoração baseia-se em pôsteres de filmes italianos nas paredes e vidros de azeite e conservas. O jukebox rola a partir das 23hs, e tem mais de 600 títulos musicais.

Há algum tempo acompanho o movimento crescente de restaurantes na região que fica entre as Avenidas Angélica e da Consolação, que por conta disso tem ares cosmopolita, apesar de meio bairrista, onde os clientes muitas vezes chegam para jantar à pé. Tem cara de badalação, por certo, mas diferente da região dos Jardins ou do Itaim, algo mais “descolado”. Resolvi então sugerir, para quem fica em São Paulo no Carnaval, o Becco 388 (R. Mato Grosso, 388, Higienópolis, 2361-0388), dos jovens chefs André Barone e Daphne Glidden, que viveram e trabalharam por sete anos nos Estados Unidos e, por isso, deram à casa uma cara nova-iorquina.

No Becco 388 o casal se divide, Daphne cuida do salão e André é o responsável pelas panelas. Seguiram um formato que está cada vez mais na moda, o de um restaurante pequeno, com poucos lugares e clima intimista. A decoração é moderna, porém de inspiração meio retrô, e conta com um pequeno bar logo na entrada, para os drinks. O serviço é atencioso, às vezes até demais, destoa um pouco do clima da casa, que conta com refinamento próprio e dispensa excesso de formalidade.

O cardápio é curto e bastante eclético, contando com inspirações ora contemporâneas, ora italiana, ora francesa… Reinterpretações de receitas clássicas, por vezes triviais, surgem entre as poucas opções desse menu de pratos bem servidos (não exatamente fartos), que flerta diversas vezes com os empanados.

Há bons petiscos, caso da tábua de queijos e frios, uma verdadeira tentação, e entradas, como o carpaccio, servido com salada de rúcula e onion rings, o tartar de atum com guacamole e os camarões (de bom tamanho) cozidos com ervas e diferentes molhos. Para o prato principal, há um bom risoto de costela, filé à milanesa com purê de batata-doce e polenta mole com ovo, bacon e parmesão, finalizada por azeite trufado. Há, ainda, o stacked, que chega muito vistoso à mesa, em camadas empilhadas (cebola, tomate, filé mignon), e atravessado por uma faca, como se fosse um espeto, para que tudo seja desmontado aos poucos.

De sobremesa, boa opção é  o merengue de rosas com creme e pétalas açucaradas da flor ou, se preferir algo mais doce, o “americaníssimo”  brownie com nozes.

O Becco 388 é mais uma casa em São Paulo a apostar na tendência dos restaurantes de espaço diminuto, com poucas mesas e clima acolhedor. Podemos listar como exemplo o novo Le Jazz,  o Vito e o Tappo, entre outros. Até mesmo o estrelado chef Alex Atala se rendeu à inclinação (ele fecha seu restaurante D.O.M. entre os dias 14 e 22/02 para reforma, quando reduzirá em 14 lugares sua casa, para contar com mais espaço entre as mesas e garantir maior privacidade entre os comensais). Obviamente que há pontos negativos nessa tendência, como a falta de privaciade, além de longas filas de espera, mas, em contrapartida, conta-se com um chef mais presente e atencioso.

Com tanto calor, procurei pensar em um restaurante que, além de gostoso, claro, fosse um lugar agradável para aproveitar uma noite quente de verão. Pensei em sugerir, então o Zena Caffè (Rua Peixoto Gomide,1901, Jardins, Tel: 11 3081-2158), restaurante despojado que tem charme de uma típica vila italiana, um ambiente agradável e descontraído. O Zena pratica culinária mediterrânea, preparando receitas autênticas da Ligúria, região norte da Itália. A casa, que pertence ao restauranteur Juscelino Pereira (do Piselli), conta uma área externa muito gostosa, cheia de  plantinhas, e uma fontezinha de água e decoração feita com vinhos, prosciutto italiano e ervinhas….

Os pratos foram criados pelo chef Carlos Bertolazzi (ele é  conhecido por usar ingredientes orgânicos na sua cozinha), e são, em sua maioria, pratos italianos expressos e sanduíches. Para petiscar e dividir, não perca as ótimas as focaccias, em versões abertas (azeitonas verdes, anchovas e cebola roxa) ou fechadas, como a que leva recheio de queijo stracchino.

Os pratos principais propostos pelo chef são deliciosas saladas, como a salada frutti e fiori, feita com folhas verdes, manga, morango, kiwi, flores comestíveis, queijo de cabra, chips de Parma e redução de balsâmico; massas, como o trenette ao pesto genovese, feito com manjericão orgânico, batata e vagem; carnes, como battuto condito e grigliato, carne picada na ponta da faca, bem temperada e grelhada, servida com um creme do queijo stracchino e salada verde: e frutos do mar, como o cappon magro, uma espécie de terrine de peixes e frutos do mar com verduras e legumes, leve e deliciosamente saudável.

Para encerrar, fique com o mousse de chocolate perfumada com azeite e alecrim ou a sacripantina, tipo de tiramissu coberto com nozes e avelãs. Entre as bebidas, destaque para a carta de vinhos com cerca de 60 rótulos, especialmente focados em “Best Buy” (ótimos produtos e bons preços) e cervejas especiais servidas na mesma taça de vinho.

Fiquei muito na dúvida do que sugerir neste final de semana. Não sabia se buscava algum lugar novo ou se revisitava algum bom e velho conhecido. Pois bem, no último sábado fui ao italiano Due Cuochi (R. Manoel Guedes, 93, Itaim Bibi, Tel. 3078-8092 e filial no Shopping Cidade Jardim), um lugar que já fui muito, mas que não resisto, nem sei bem porque não havia sugerido antes! E, na verdade, soube que o restaurante havia reaberto uma semana antes, com uma pequena reforma e introdução de alguns novos pratos no cardápio, após um tour gastronômico do chef por alguns restaurantes da Itália.

Para mim, o Due Cuocchi é tipo o restaurante perfeito: lugar gostoso, música boa, comida sensacional… porque sair para jantar em São Paulo é um programa, né? O restaurante é resultado da bem sucedida parceria do chef Paulo Barros com Ida Frank (sócios também no Le Marais Bistrot), e está sempre lotado por uma clientela assídua que busca as suas ótimas receitas. Ok, suas instalações não são exatamente as mais confortáveis, mas invariavelmente você será atendido pelos simpáticos funcionários da casa e sairá com a sensação de que a espera valeu a pena.

Não deixe de provar as ótimas massas frescas, como o fettuccine ao ragu de pato e cogumelo shiitake e o ravióli de polenta e queijo gorgonzola ao creme de cogumelos. Entre as carnes, há coelho assado com tagliatele na manteiga e sálvia e costela ao molho de vinho tinto guarnecida de purê de batata. Na última visita, pedi o divino robado em crosta de amêndoas, que chegou “desmanchando” à mesa, acompanhado de sauté de pupunha, alcachofras frescas e molho de limão-siciliano, “uma coisa”… Também merece destaque o Fuzilli com calabresa, uma das receitas preferidas do chef.

Entre as novidades, há quatro novas sugestões de massas: Tagliorini de açafrão com camarão, pancetta e espinafre, Tortellini de cotechino – joelho do porco – com lentilhas do Puy ao molho de ervas, Raviolini de bacalhau ao creme de batata assada com brócolis e crocante de pancetta e a Lazanhetta de alcachofra fresca, espinafre e queijo de cabra.

Feito com farinha de avelã, o bolo de chocolate na calda de frutas vermelhas destaca-se entre as sobremesas. Mas impressionam, também, o petit gateau de limão siciliano, o sorvete de côco com baba de moça e gengibre confit e a deliciosa torta de maçã, que demora 20 minutos para chegar à mesa, mas vem fumegante, com um aroma delicioso. E a carta de vinhos guarda boas sugestões.

Ah! Um “em tempo”: está acontecendo, no francês  Le Marais Bistrot, uma temporada de rãs, com quatro receitas do chef Wagner Resende oferecidas apenas aos fins de semana, até o final de fevereiro. Entre as criações, terrine de foie gras com rã e alcachofras e ravióli de rã com chicória e creme de salsinha.

Ici Bistrô

Comandando pelo chef Benny Novak (formado na Le Cordon Bleu de Londres e ex- Cantaloup, ex- D.O.M, ex- Namesa e ex- Le Bouchon, de Miami), o Ici Bistrô (R. Pará, 36 – Higienópolis – Telefone: 3257-4064) é o lugar ideal para conhecer alguns clássicos da culinária francesa. E é minha dica para esse fim de semana. O restaurante apresenta a culinária clássica feita com leveza e toques ora modernos, ora orientais. O espaço é aconchegante com decoração charmosa, cheia de espelhos, e conta com um bonito jardim de inverno ao fundo.

 Para a entrada, indico o polvo de pele crocante ao pesto servido de entrada na companhia de feijão-branco e salada. E valem a visita os pratos principais, como a arraia com nhoque parisiense dourado na manteiga e tapenade de azeitona preta e o confit de pato guarnecido de alface frisée e batata frita na própria gordura da ave. Há, ainda, criativas receitas do chef –  que já teve passagens por cozinhas tailandesas -, como o burguer de salmão sobre pasta crocante e molho de manjericão e o filé de namorado em crosta de ervas, palmito pupunha assado e tartare de tomate.

Arraia com nhoque parisiense e tapenade de azeitona preta

Entre as sobremesas, não deixe de provar o pain perdu, irresistível, que combina brioche na calda de baunilha e purê de pera. A boa carta de vinhos, foi elaborada pela sommelière Daniela Bravin e apresenta rótulos de várias nacionalidades.

Que tal um italiano típico para esse fim de semana? Pensei em sugerir o recém-inaugurado BottaGallo (R. Jesuíno Arruda, 520, Itaim Bibi, 3078-2858), um novo projeto que reuniu os sócios da Cia. Tradicional do Comércio (Pirajá/Original/Astor/Bráz/Lanchonete da Cidade) com a Adega Santiago. O menu conta com receitas italianas elaboradas por André Lima, o Deco e tem ambiente agradável, som gostoso de ouvir e drinques do mixologista Marcio Silva, que cuida também do SubAstor. No BottaGallo, até o vinho é servido de modo diferente, num copo americano.

O cardápio reúne aquelas comidinhas italianas favoritas (sabe aquelas que a gente gosta de comer em casa, sem “medo de ser feliz”?), servidas em forma de tapas (as bottas italianas), em pequenas quantidades, permitindo que se prove mais variedades. E a carta de drinques misturas inusitadas de bebidas tipicamente italianas, tudo bem divertido – e com resultados deliciosos.  Além disso, quase tudo no cardápio pode ser pedido em dois tamanhos: porções individuais ou maiores, para dividir com a mesa toda.

Entre esses bocados italianos, estão as famosas “scarpettas”, gíria napolitana para pães servidos com opções de molhos diferentes, como se fosse um couvert, como o molho à bolonhesa servido com pedaços de pão, a de queijo de cabra marinado e a de feijão verde com atum e pancetta. Há, também, os “beliscones” (petiscos italianos), para comer com palito, como o plin no guardanapo (massa fresca recheada com carnes e verduras, sem molho,  levemente cozida). Tem, também, o “pastel de vento”, para você mesmo rechear com embutidos italianos.

Entre os pratos tradicionais italianos, há massas, carnes e risotos, também servidos em porções normais, como uma refeição, ou em potinhos pequenos, só para experimentar. Imperdível o Gnochi Dourado, massinha dourada no azeite, com ricota, tomate e rúcula, além do risoto de cogumelos e do ravióli de mussarela com molho basílico. Entre as carnes, o Vitello Tonato, finas fatias de rosbife de vitelo com maionese de atum, um clássico da cozinha italiana.

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