Minha dica para esse final de semana é o Figurati (Rua Ministro Rocha Azevedo, 1041, Jardins, Tel: 11 3062-4198), primeira investida italiana do grupo Le Vin, que há dez anos comandam nove casas de culinária francesa. A proposta do Figurati é apresentar receitas clássicas italianas, em uma casa que integra salão, bar e adega com 720 garrafas, decorada pela arquiteta e design de interiores Daniela Mattos.

No cardápio há opções como carpaccio de polvo ao limão, com óleo de oliva e peperoncino, aspargos salteados com ovo pochê e queijo Fontina, Polenta com queijo taleggio, ovo perfeito e brodo de champignons e Brasato alla Piemontese, acompanhado de mostarda de cremona. Entre as massas, Nhoque romano com rabada bovina, cozida em baixa temperatura, e tomate, Ravióli de langostins com molho de crustáceos e leite de coco, Tortelline de cotechino com lentilhas verdes e Spaghetti alla carbonara e Linguine ao vôngole.

As sobremesas são receitas tradicionais, como Tiramissu e Panna cotta com frutas vermelhas e sorbets feitos artesanalmente no restaurante.

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Minha dica para esse final de semana é o restaurante Le Repas (Rua Ferreira de Araújo, 450 – Pinheiros, Tel. 2366-9882), da ex-sócia do Allez, Allez, Fernanda Barros. O menu é simples,com clássicos de bistrô com toques modernos e a preços razoáveis. O ambiente é pequeno mas muito agradável.

O restaurante tem um ar hospitaleiro, com menu que oferece pratos conhecidos e tradicionais. Prove o steak tartar com fritas e o terrine de fois gras. Aliás, as fritas, que como em qualquer bistrô aparecem diversas vezes no cardápio como acompanhamento de diferentes pratos, são sequinhas e crocantes. Outras opções interessantes: entrecôte au poivre e filé a bordelaise com “macarroni au gratin”.

Entre as sobremesas, além dos tradicionais franceses, prove o gâteau de banana e castanha do pará.

Minha dica para esse final de semana é o restaurante Tasca da Esquina (Al. Itú, 225- Jardins – Tel.: 3262-0033), um restaurante português de verdade, aberto em julho e filial do endereço homônimo que o chef Vitor Sobral tem em Lisboa. Sobral, diga-se de passagem, é um dos chefs mais estrelados de seu país, e trouxe para o Brasil o mesmo ambiente despojado da matriz em Portugal, mas com serviço de primeira e comida excepcional. O cardápio também é similar, mas claro que respeita a oferta de produtos brasileiros, em especial no que diz respeito aos peixes.

O restaurante é lindo, tem mesas e chão de madeira rústica, teto retrátil e uma parede inteira de ervas (verdade mesmo, o chef sai da cozinha e pega direto de sua “horta” o alecrim!). Um clima meio descontraído, que torna muito agradável ficar petiscando por horas (aliás, isso é típico das tascas), por isso as inúmeras opções de petiscos, em porções para duas pessoas. Há camarões, lulas, polvos e vôngoles, moelas com miniceboas, morcela com maçã… O couvert é conforme você vai escolhendo só o pão, azeitonas, queijo, bolinhos de bacalhau e presunto de porco do Montado Alentejano.

Entre os principais, posta de bacalhau ao forno com batatas, raia no azeite e polvo com tomate de assado. Ainda tem o menu-degustação, de 4 a 7 pratos, onde o chef manda! Podem aparecer bochecha de porco ao tucupi com jambu, bacalhau ao forno com creme de palmito pupunha e batata, entre outras opções.

Para sobremesa, há o creme queimado (versão portuguesa do crème brûlée), o “o bolo de chocolate” (com creme de maracujá com cenoura) e a sericaia (doce alentejando com ovos, leite e canela) com sorvete de maçã verde.

E a carta de vinhos contempla, em sua maioria, exemplares portugueses (servidos também em taça), divididos por região do país.

Minha dica para esse final de semana é o restaurante Tavares (R. da Consolação, 3.212, Cerqueira César, Tel.: 3062-6026), novo empreendimento de Ivo Abrahão (ex-Nakasa), na casa em que viveu o colunista social Tavares de Miranda e hoje, totalmente reformada, abriga além do restaurante um café e um empório.

O espaço é moderno e esbanja charme, com horários alternativos e diferentes atmosferas. É que, no mesmo espaço, você encontra prateleiras com uma diversidade de geléias, vinhos e azeites à venda, cozinha envidraçada, forno a lenha (no meio do antigo quintal, que conta com cobertura retrátil), mesas robustas de madeira e um salão com um enorme lustre de cristal no centro, extremamente sofisticado.

O cardápio, criado pela chef consultora Ana Soares, e executado pelo chef Lafaiete Diniz, começa com os sanduíches e petiscos servidos desde o café da manhã e durante a tarde. Entre os pratos, o PF do dia varia entre o picadinho à Tavares, que leva arroz, quiabo, banana-da-terra e carne, e o nhoque de batata assada e espinafre com carne ou frango. Já na lista dos pratos fixos, há o ceviche de bacalhau fresco com vinagrete, arroz de pato e lentilha, peixe do dia com verduras, legumes, dill e molho aïoli, perna de cordeiro na lenha com ratatouille, feijão branco e molho mostarda. Não escapam os pratos brasileiros, caso do bife à milanesa com purê de pupunha e tomatinhos marinados.

Para finalizar, ambrosia, creme brûlée de erva-mate e doce de leite com queijo da serra da Canastra.

Minha dica para esse final de semana é o restaurante Italy (Rua Oscar Freire, 450 – Jardins, Tel. 3167-7489), nova empreitada de Paulo Barros (Due Cuochi) e Paulo Kress (Kaá) no endereço que abrigou uma das filiais do General Prime Burger. A casa tem três andares e conta com elevador, termocirculador, mesas num terraço suspenso e monitores de TV espalhados pelos salões (os clientes podem acompanhar o que se passa na massaria e no fogão). Recém aberto, o Italy abre com 110 lugares funcionando em dois pisos, mas dentro de um mês começa a funcionar o garden, um terraço na cobertura do edifício com ombrellones e mesas para acomodar mais 40 pessoas. A espera será confortável, em espaço que conta com bar, sofás e poltronas.

Segundo Paulo Barros, o espírito é de um restaurante casual, já que a idéia é justamente oferecer comida italiana rústica: muitas massas, poucas carnes e um carrinho de antepastos inspirado.

As pastas estão divididas em frescas al uovo (de galinha caipira), secas de grano duro, recheadas e outras que vão ao forno, oferecidas em  31 opções (30 delas feitas na casa e no dia – as de fio são preparadas pela manhã, as recheadas moldadas no momento em que o cliente faz o pedido) O espaguete, por exemplo, pode ser cortado na chitarra ou importado (justamente a única massa que não é fabricada na casa). E o rigatoni caseiro e o pici são feitos num torchio de bronze manual.

São pouquíssimas carnes, que aparecem apenas como prato do dia: coelho, bacalhau, pato, uma opção por dia. Há, ainda focaccias e risotos, tudo preparado sob o comando do chef florentino Giancarlo Marchegiane (ex-Terraço Itália).

E simpatia máxima da casa: todas as meses receberão uma cestinha com pães, foccacias e grissinis feitos na casa e um pouco de azeite, que serão oferecidos como cortesia.

Minha dica para esse final de semana é uma lanchonete, a Butcher’s Market (Rua Bandeira Paulista, 164 – Itaim Bibi – Tel.: 2367-1043), que fica num pequeno galpão de iluminação baixa e a decoração rústico-descolada, com concreto e desenhos de cortes de carne na parede, bem cara de Nova York. O lugar, aliás, se vende como “PONY”, piece of New York ou pedaço de Nova York! É um lugar para comer hambúrguer e beber cerveja americana, idéia de Ryan Kim, coreano que estudou nos EUA e frequentava lanchonetes desse tipo. Trouxe os objetos de decoração todos de NY, criando a ambientação perfeita de um velho açougue.

Os hambúrgueres tem boas receitas: na versão Classic, um bife de 180 gramas é coberto de mussarela, salada, cebola-roxa e picles. Pode-se acrescentar fatias finas e crocantes de bacon defumado; o Market tem 180 gramas de carne mais agrião, mussarela, bacon defumado, tomate e molho barbecue!

Entre as boas entradas, a porção de fritas pode vir com chili levemente picante, queijo cheddar e creme azedo, e as as coxinhas e asas de frango vem com molho de pimenta-vermelha ou de shoyu, saquê, açúcar e gergelim. Há, ainda, alguns pratos, como a costela de porco com molho barbecue, e sobremesas como o sanduíche de cookie recheado de sorvete.

E já que estamos pertinho do Dia dos Pais, nada como um lugar para agradar pais e filhos!!

Para quem vai passar as férias no frio de Campos do Jordão, a dica para aquecer os finais de semana é o restaurante Araucária, do Grande Hotel (Rua Frei Orestes Girardi, 3.549 – Capivari, tel 0/xx/12/3668-6000), que promove a 3ª edição do Festival Rota dos Sentidos, com atrações voltadas à cultura enogastronômica, ao conhecimento e ao lazer.

Além das apresentações de stand-up comedy com alguns dos melhores humoristas do país, no Teatro Grande Hotel (Felipe Andreoli, do programa CQC, Fabio Porchat, Guilherme Uzeda, Bruno Motta, Fabio Rabin e o grupo Dezimprovisa, composto pelos comediantes Paulinho Serra, Rodrigo Capella, Talita Werneck e Felipe Ruggeri), haverá degustações de vinhos e cervejas, workshops gastronômicos e o principal: jantares preparados por Jefferson Rueda (Ex-Pomodori), Tsuyoshi Murakami (do Restaurante Kinoshita), Rodrigo Mezadri (do Grande Hotel), José Barattino (do Hotel Emiliano) e a dupla Ligia Karazawa e Raúl Jimenez (do Clos de Tapas).

Os jantares Jantares custarão R$ 135 por pessoa e ocorrerão nos sábados do mês de julho.

 

Carla Pernambuco e Carolina Brandão, em frente ao Las Chicas

Minha dica para esse final de semana é o restaurante Las Chicas (R. Oscar Freire, 1.067 – Pinheiros, Tel. 3063-0533), nova casa de Carla Pernambuco (do Carlota) e Carolina Brandão (sua subchef e sócia), uma “deli” cheia de charme para um delicioso café da manhã, almoço (em sistema de bufê, com pratos que mudam todos os dias), se deliciar com uma “comidinha” à tarde ou fazer um petisco à noite, além de poder levar para casa bolos, pães, quiches, entre outras gostosuras da dupla. Segundo as chefs, a idéia é cozinhar receitas simples, com influências de países tão diversos quanto os Estados Unidos, o Marrocos e, claro, o Brasil.

No menu, pratos daquele tipo que todo mundo gosta, sempre com bons ingredientes como base. Entre as opções, há pratos para partilhar, como a frigideira de polpetinhas, além de tartines (sanduíches abertos) e uma vitrine de doces “pra lá de convidativa”. Outras boas opções são a empanada Barbarella (massa folhada recheada de shimeiji, frango e catupiry), a quiche de rúcula, tomate seco e frango com salada, o pastel de forno de frango e o Ovo soft na Tostada(pão na chapa com ovo).

O bufê de almoço é super caprichado, e pode ter opções como polpetone com queijo, batatas bravas, arroz de pato, quiche de shimeji e gouda, pepino marinado com salmão, curry de frango e salada napolitana com arroz integral. E, para terminar bem – ou para uma boa pausa no meio da tarde – sobremesas como mini tortinha, empada doce, pavê e brownie de chocolate meio amargo e banana e avelãs. Para acompanhar, sucos orgânicos, jarras de clericot, caipirinhas e vinhos em taça. E tudo isso precedido por uma cesta de pães produzidos no Studio 768, o espaço gastronômico vizinho do Carlota (e também comandado pela própriaCarla).

Além de tudo, o Las Chicas funciona como loja gourmet, com produtos da grife Las Chicas (como louças e acessórios desenvolvidos por Carla), além de biscoitos, tortas, bolos, muffins e doces da casa.

Minha dica para esse final de semana é o Rothko (Rua Wisard, 88, Vila Madalena, Tel.3032 4295), do chef Diego Belda, que apresenta um menu ousado com receitas moderninhas, bem diferente do perfil encontrado na Vila Madalena. Diego, que é também artista plástico, esteve à frente dos finados CB Bar e Casa Belfiori, ambos na Barra Funda, mas resolveu fechá-los para dedicar-se à gastronomia quando passou um ano estagiando em cozinhas na Europa.

A casa é pequena, aconchegante e apresenta decoração agradável, com mesas rústicas de madeira, cadeiras estofadas de tecido listrado, espelhos, quadro negro de giz e muuuitos mini quadrinhos com fotos de tattoos e pessoas estilosas, além de um bonito bar. A luz baixa é complementada por uma ótima trilha sonora, que vai do jazz ao rock.

O cardápio é criativo e apresenta bons resultados. Interessante é que nem tudo é o que parece: para petiscar, por exemplo, há o uramaki, que se trata, na verdade de um enrolado de couve recheado de barriga de porco, e o sashimi de melancia comprimida à vacuo, que é semelhante a fatias cruas de atum e vem escoltado por espuma de gengibre e creme de wassabi.

Uramaki de couve

Entre os pratos principais, o “Porco Bebinho”, uma carne marinada super macia e glaceada em caipirinha, com um toque de mel de laranjeira e acompanhada por banana da terra refogada; há, também, a língua, cozida até ficar bem macia e finalizada na grelha, onde fica ligeiramente crocante, acompanhada de molho de tomate à temperatura ambiente; costela de boi  confit , desfiada, com  canjiquinha, ovo perfeito (cozido a 65ºC por cerca de duas horas;, a gema continua líquida e clara, firme e delicada) e raspas de queijo Serra da Canastra; e o “Porco na Lula, Lula no Porco”, lula estufada com pancetta artesanal, acompanhada de torresminho, tentáculos de polvo empanados e fritos, mandioca crocante e molho frio de tomate. Interessante é que todos os pratos principais podem ser pedidos em versão reduzida, como entrada.

Porco na lula, lula no porco

A sobremesas ficam a cargo de Diana Benevides, que sugere uma pamonha bruleé com compota de frutas vermelhas, sorvete de iorgurte com limão e castanhas-de-cajú glaceadas, sobremesa ousada e deliciosa.

Pamonha bruleé

Minha dica para esse final de semana é o Clos de Tapas (R. Domingos Fernandes, 548, Vila Nova Conceição, Tel. 3045-2291), um bar de tapas, sofisticado e contemporâneo com cardápio inspirado na cozinha espanhola de vanguarda e executado com ingredientes brasileiros. Prega a “subversão” de aparências, gostos e texturas. Os fornecedores foram escolhidos a dedo pelo casal de chefs, a brasileira Ligia Karazawa e o madrilenho Raul Jiménez, que se conheceram no Mugaritz, de Andoni Luis Aduriz, e passaram por outros endereços espanhóis estrelados como Can Fabes, de Santi Santamaria, e El Celler de Can Roca, dos irmãos Roca.

Os chefs Ligia Karazawa e Raul Jiménez

A casa é super elegante,  conta com um alto paredão de pedra bruta em uma das laterais e se parece com um cubo inundado de luz. O projeto é de Naoki Ohtake e o paisagismo de Gilberto Elkis. É um bar de tapas, sim, só que dos mais “chiques”…

O cardápio tem três alas: “tapas frias”, “tapas quentes” e “tapas doces”. As tapas são pequenos pratos que podem ser pedidos à la carte, ou como menu-degustação, em apresentação moderna e diferenciada – por vezes inesperada: pode ser aprensentado em uma minicaixa, em um bowl ou, ainda, em meio a uma performance, como é o caso do tronco, que está na ala fria do menu (casca de mandioquinha desidratada e crocante, servida com salada de folhas, shimeji e vinagrete, que vem escoltada por um bowl de musgos, ervas e gelo-seco em que o garçom despeja água, espalhando aroma de bosque pelo salão). Pare se ter uma idéia, a terrine de foie gras é moldada com saco de confeitar e coberta por gelatina alaranjada…

Pupunha com ovas, brotos de ervas e vinagrete de anis

Lula com cortes em xadrez que lembram um milho, combinada com ervilhas tortas

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