Aliás, falando em Paris Hilton, o desfile da Triton começa daqui a pouco, às 21h30. Para quem quiser acompanhar ao vivo, a grife vai mostrar o desfile ao vivo, via Facebook e seu site.
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Ashton Kutcher e Demi Moore chegaram ontem, 27/01, em São Paulo, para a SPFW. O ator desfila para a Colcci, no domingo (30/01), ao lado Gisele Bündchen, que desfila pela última vez pela Colcci nesta edição da SPFW (ela desfila pela marca desde o inverno de 2005).  Aliás, Gisele está atrelada à semana de moda paulistana desde o seu início, em 1997, e deve ser substituída, na Colcci, por Alessandra Ambrósio, outra top brasileira em destaque no cenário fashion internacional.

No Twitter, Ashton mandou um recado para os fãs brasileiros no Twitter: “Estou pronto para o Brasil. O Brasil está pronto para mim?”.

Paris Hilton também chegou a São Paulo nesta quinta para participar da SPFW. A socialite, que vem ao país pela segunda vez, desfila na sexta-feira pela grife Triton.


A atriz Mayana Moura desfila, de visual novo, para a grife Neon, na SPFW. Os estilistas Dudu Bertholini e Rita Comparato quiseram exclusividade da moça, no desfile que rola amanhã, 29/01.

Começa hoje a edição do inverno 2011 do SPFW. Saem de cena Simone Nunes, Wilson Ranieri, Priscilla Darolt (que também é do grupo Animale-Farm ao lado daAusländer), Mario Queiroz e Erika Ikezili. De novidade, a Ghetz, empresa brasileira dedicada ao tricô, cuja criação está a cargo de Lucas Nascimento (ele desfilou sua grife no Fashion Rio), além de Juliana Jabour, que antes desfilava na temporada carioca. Siga o calendário:

28/01, 6ª feira
17h30 Animale
19h Tufi Duek
20h15 Samuel Cirnansck
21h30 Triton

29/01, sábado
12h30 Reinaldo Lourenço
14h30 Ghetz
16h Ellus
17h30 Neon
18h30 Neon
20h Amapô
21h30 Alexandre Herchcovitch

30/01, domingo
13h Iódice
16h Juliana Jabour
17h30 Cori
19h Osklen
21h Colcci

31/01, 2ª feira
14h Huis Clos
16h30 Maria Bonita
18h Ronaldo Fraga
19h V.Rom
20h30 Reserva

1/02, 3ª feira
15h30 Do Estilista
17h Ana Salazar
18h30 FH por Fause Haten
19h30 Jefferson Kulig
20h Lino Villaventura

2/02, 4ª feira
13h Gloria Coelho
15h30 João Pimenta
17h Alexandre Herchcovitch Masc.
18h30 Fernanda Yamamoto
20h André Lima
21h30 Cavalera

Vermelho

26/01/2011

Depois de vermos o vermelho (da coleção Resort 2011 de Alexander McQueen) que Michelle Obama usou  no jantar oficial (10/01) para receber o presidente Hu Jintao, da China, quis falar um pouquinho mais sobre a cor, que apareceu – e muito – nas passarelas do Fashion Rio. Deu para perceber que o vermelho será uma das cores do ano (mas ainda temos que esperar o quem vem por aí na semana de moda de São Paulo, a SPFW).

A Ausländer, por exemplo, mostrou a calça de couro vermelho(que foi uma febre no hemisfério norte!).

Calça de couro vermelha, da Ausländer

Se gostar de ousar, pode investir no look vermelho total, mas tem que ter em mente que os acessórios e complementos precisam ser super neutros! Quem é mais comedido, pode apostar em acessórios vermelhos, como fez a Maria Bonita extra e sua sapatilha bailarina colorida – linda!

Sapatilha bailarina vermelha, da Maria Bonita Extra

Mas talvez o melhor mesmo seja escolher uma peça, aquela que chamamos de curinga, que completa vários looks e vale cada centavo investido. Tem que ser uma peça de qualidade – bom corte, tecido, caimento, acabamento… Vale vestido, casaco, casaqueto, ou seja, se for para usar como terceira peça ou sobreposição, é sucesso garantido.

Sobreposições, da Redley

Quem já andou mostrando um pouco do Inverno 2011 foi a Cris Barros, que divulgou no Twitter algumas fotos do making off da campanha. E adivinhe? Vermelho:

Making off da Cris Barros, inverno 2011

 

Lucas Nascimento Fashion Rio Inverno 2011

Lucas Nascimento, destaque do Fashion Rio, estréia na SPFW à frente da grife paulista Ghetz no próximo dia 29. Expert em tricô, o estilista foi contratado pela Ghetz para ser o diretor de criação da marca. A Ghetz, apesar de seu perfil industrial, quer entrar para o mercado de design, então tenta associar-se a um nome forte do setor, para ter maior visibilidade.

A primeira coleção sob direção do estilista é inspirada no trabalho do escultor Bruce Ingram, hype do circuito das artes em Londres. As peças serão vendidas em multimarcas, mas já existem planos para abertura de loja-conceito em 2012.

Mais uma vez Michelle Obama mostrou que reina suprema quando se trata do estilo de uma primeira dama!

No jantar oficial (10/01) para receber o presidente Hu Jintao, da China, Michelle usava um dramático vestido de seda vermelho com estampa de pétalas negras, da coleção Resort 2011 de Alexander McQueen, já sob a direção da nova estilista, Sarah Burton. Na verdade, o vestido não era exatamente igual ao desfilado na passarela da coleção, já que o McQueen original tinha mangas bufantes e o usado pela primeira dama deixava os braços e ombros de fora (atenção: partes magras à mostra!!).

Enquanto alguns especulavam que a Primeira-dama poderia usar algum designer chinês ou americano chinês para o jantar – ela usou um vestido do indiano-americano Naeem Khan para o jantar em homenagem ao primeiro-ministro indiano Manmohan Singh – provavelmente houve ao menos alguma consideração quanto à cor ousada, já que o vermelho é bastante significante para a cultura chinesa.

Conforme havíamos comentado, o inverno 2011 está mais leve. Realmente não vimos muitas novidades em relação às formas, mas sim em relação aos tecidos e suas misturas. O high-low do inverno está nos pesos das roupas, na mistura de tecidos leves e pesados, e é isso que dá ao look um visual atual e moderno. Vale misturar renda e couro (e fica lindo!!), vestidos leves e casacos mais pesados… aliás, os vestidos prometem aparecer muito na estação – finalmente, porque nosso inverno, que não tem nada de rigoroso, deixa a gente ter peças mais leves e jogar com outras mais pesadas nos dias em que for preciso. Entendeu como é? Leve + pesado vale para os tecidos e para as peças.

E aí dá para aproveitar tudo avulso que você tem no armário, porque a mistura é permitida, é atual, é moderna! Por isso eu insisto tanto com as minhas clientes que um bom armário tem uma “base” sólida deixa a gente dar uma atualizada a cada coleção, sem precisar “começar tudo de novo”… Um bom armário com casaquinhos, cardigãs e paletós de bons cortes, caimento, acabamento e qualidade – que aliás estão em todas as coleções desfiladas até agora, permite boas misturas com peças deste inverno, com “cara fresquinha”, up to date!!

Quanto às cores, vimos uma base neutra, de preto, cinza, beges, cáquis e camelo, pontuadas por cores fortes como tons de vermelho, azul, amarelo e rosa, além do verde militar, que já marca presença há várias coleções.

Nos pés, sapatilhas, ainda os oxfords e ankle boots, mais as botas, acompanhados de  meias três quarto ou curtas. As polainas aparecem outra vez, tentando a sorte como no último inverno. Por enquanto deixe guardados seus sapatos meia-pata, onipresente há várias estações.


Finalmente os estilistas mostraram nas passarelas coleções compatíveis com o clima do inverno brasileiro: deixaram de lado um inverno escuro, pesado, trazendo às passarelas peças mais leves e coloridas. Saem de cena o excesso de pele e couro, as cores escuras e pesadas e entram os tricôs (Lucas Nascimento explorou novas texturas e volumes) e casacos mais leves (Walter Rodrigues, por exemplo, veio com parkas e coletes), acompanhados por estampas e cores mais alegres (Andrea Marques e seus vestidos coloridos e elegantes, a Cantão para as mais jovens e cheias de estilo).

Entre as referências mais difundidas, certamente o elemento esportivo permeou várias coleções. Ainda estiveram presentes brilhos (Coven), bordados e elementos étnicos, como em coleções anteriores. Inspirações mil, entre as quais uma que se destacou e foi bastante comentada: os uniformes de balé, da Maria Bonita Extra, onde os elementos esportivos estavam a mil. Também vimos muita forma geométrica, o minimalismo e o navy (da British Colony, que fez o melhor desfile da temporada), além de looks bem anos 70, algo meio “desencanado” meio “chique” (vide as saias em versões lisas e estampadas da Totem)… E o streetwear esperto do Rio, onde a malharia e alfaiataria foram a base para a Readley e o jeans, acompanhado de malhas e tricôs, para a TNG.

Merecem destaque, também, os desfiles do Fahion Business, que tiveram uma produção mais pensada e levaram às passarelas nomes como Mara Mac e Cavendish, que antes desfilavam no Fashion Rio. Outros nomes de destaque: Francesca Romana Diana e Carlos Miele.

Imaginem como ficou em polvorosa o prêt-à-porter de prestígio brasileiro ao ganhar sua primeira mulher presidente – em um país de tradição extremamente patriarcal é ainda mais especial!!

Mas e Dilma, será que ela se interessa por moda, será que ela se preocupa com seu estilo? Sim, porque enquanto o mundo fashion apostava de quem seria o modelo da posse, eis que surge a presidente em um modelito feito por uma costureira particular pouco conhecida… é, nocaute nas principais marcas nacionais de moda! Porque nunca antes o prêt-à-porter do Brasil teve a chance de ver suas marcas em destaque em eventos expressivos, como acontece em países como EUA e França, que apesar de terem presidentes homens, tem nas primeiras-damas uma vitrine e tanto.

Percebe-se que essas senhoras não estão apenas preocupadas com o estilo, mas também em exibir a moda de seus países e colocar as principais marcas em evidências, mostrando um compromisso com a economia de seus países e boa dose de orgulho da pátria-mãe…

Dilma, por sua vez, escolheu um modelo brasileiro de Luisa Stadtlander, uma gaúcha que não faz exatamente parte do circuito de moda de prestígio… o que nos leva à conclusão de que nossa moda ainda não é tida como uma possibilidade para “mulheres reais” e que a moda não parece ser um assunto relevante à Presidência da República – fora o fato de que os esforços das grifes para alcançar prestígio e afirmação parece estar anos-luz do que pretende a indústria da moda brasileira!

 

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