Dica do Fim de Semana

12/02/2010

Há algum tempo acompanho o movimento crescente de restaurantes na região que fica entre as Avenidas Angélica e da Consolação, que por conta disso tem ares cosmopolita, apesar de meio bairrista, onde os clientes muitas vezes chegam para jantar à pé. Tem cara de badalação, por certo, mas diferente da região dos Jardins ou do Itaim, algo mais “descolado”. Resolvi então sugerir, para quem fica em São Paulo no Carnaval, o Becco 388 (R. Mato Grosso, 388, Higienópolis, 2361-0388), dos jovens chefs André Barone e Daphne Glidden, que viveram e trabalharam por sete anos nos Estados Unidos e, por isso, deram à casa uma cara nova-iorquina.

No Becco 388 o casal se divide, Daphne cuida do salão e André é o responsável pelas panelas. Seguiram um formato que está cada vez mais na moda, o de um restaurante pequeno, com poucos lugares e clima intimista. A decoração é moderna, porém de inspiração meio retrô, e conta com um pequeno bar logo na entrada, para os drinks. O serviço é atencioso, às vezes até demais, destoa um pouco do clima da casa, que conta com refinamento próprio e dispensa excesso de formalidade.

O cardápio é curto e bastante eclético, contando com inspirações ora contemporâneas, ora italiana, ora francesa… Reinterpretações de receitas clássicas, por vezes triviais, surgem entre as poucas opções desse menu de pratos bem servidos (não exatamente fartos), que flerta diversas vezes com os empanados.

Há bons petiscos, caso da tábua de queijos e frios, uma verdadeira tentação, e entradas, como o carpaccio, servido com salada de rúcula e onion rings, o tartar de atum com guacamole e os camarões (de bom tamanho) cozidos com ervas e diferentes molhos. Para o prato principal, há um bom risoto de costela, filé à milanesa com purê de batata-doce e polenta mole com ovo, bacon e parmesão, finalizada por azeite trufado. Há, ainda, o stacked, que chega muito vistoso à mesa, em camadas empilhadas (cebola, tomate, filé mignon), e atravessado por uma faca, como se fosse um espeto, para que tudo seja desmontado aos poucos.

De sobremesa, boa opção é  o merengue de rosas com creme e pétalas açucaradas da flor ou, se preferir algo mais doce, o “americaníssimo”  brownie com nozes.

O Becco 388 é mais uma casa em São Paulo a apostar na tendência dos restaurantes de espaço diminuto, com poucas mesas e clima acolhedor. Podemos listar como exemplo o novo Le Jazz,  o Vito e o Tappo, entre outros. Até mesmo o estrelado chef Alex Atala se rendeu à inclinação (ele fecha seu restaurante D.O.M. entre os dias 14 e 22/02 para reforma, quando reduzirá em 14 lugares sua casa, para contar com mais espaço entre as mesas e garantir maior privacidade entre os comensais). Obviamente que há pontos negativos nessa tendência, como a falta de privaciade, além de longas filas de espera, mas, em contrapartida, conta-se com um chef mais presente e atencioso.

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