O último dia foi só de desfiles: Ponto Zero, AME, Cynthia Hayashi, Hey! Ue Sauna; em seguida Geraldo Couto, André Phergom, Diva, Prints I Like, Weider Silveiro e Gustavo Silvestre. Confira imagens:

 

Foto Marcelo Soubhia/ Ag. Fotosite

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Penúltimo dia da Casa de Criadores e último dia do ciclo de palestras Kathia Castilho falou da relação do corpo com a moda, de como cultuamos o corpo e como ele acaba servindo como espelho da nossa personalidade.

Depois, veio uma conversa liderada por André Hidalgo, idealizador da Casa de Criadores, com Elisa Stecca, Isadora Krieger, Lorenzo Merlino e Jun Nakao sobre os 12 anos da Casa de Criadores, com a conclusão de que o grande diferencial da Casa é a pessoalidade entre a casa e quem a visita e a casa e os produtores.

Quem abriu a passarela foi o Projeto LAB, composto por Karin Feller, Danilo Costa, Rachel Grandinetti, Jadson Raniere e Arnaldo Ventura.

Cada estilista apresentou sua visão inverno 2010, e quem começou foi Karin Feller, vencedora do concurso Ponto Zero na última Casa de Criadores, que apresentou coleção inspirada pela pintura das bonecas russas e pelo universo camponês

Após a apresentação de Karin, quem entrou na passarela foi Danilo Costa, que apresentou estampas de casinhas de cachorro com ar vintage e uma figura de coração, que conferia ar emotivo da coleção.

Rachel Grandinetti, vencedora do Projeto Box, inspirou-se em Maria Antonieta  e apresentou coleção de elementos rocker, com cintos de tachas e muita sensualidade.

Jadson Raniere mostrou visual westerncom franjas em couro, couro croco, bordados e tecidos empapelados foram artifícios que Jadson usou, para compor sua coleção. As calças em alfaiataria eram lindas, principalmente as maxi-pantalonas.

Arnaldo Ventura mostrou coleção inspirada nos pássaros. O desfile iniciou-se com a performance de um bailarino. Depois, apresentou seu trabalho de volume e textura dos milhares quadrados de tecido, costurados nos vestidos e casacos, as mulheres do estilista ganharam o aspecto de penas de pássaros.

 Em seguida vieram em seguida, Ianire Soraluze, Der Metropol, Marcelu Ferraz, Tony Jr. e Rober Dognani.

Ianire usou uma flor vermelha contrastando com a neve, em uma coleção de tons pastéis, com muita alfaiataria de cinturas altas marcadas, transparências e vestidos com babados.

Mário Francisco, estilista da Der Metropol, usou como como referência a série Hellraiser, com cartela de cores, verde militar, branco, vermelho, preto , e cinza.

Marcelu, em referência ao filme O Nome da Rosa, trouxe para a passarela os trajes dos monges franciscanos e beneditinos, com tricôs e calças sarouel, em tons terrosos, roxos, cinzas e alguns detalhes em amarelo.

Para  Tony Jr, em sua coleção feminina, a referência foi o universo do cabaré; no masculino, o homem era sedutor. A cartela de cores era formada de branco, preto, dourado, cinza, marrons e vermelho-sangue.

Finalmente, Rober Dognani trouxe a influência da série “Star Wars”, desfilando muito couro vegetal, Jersey de lã, lurex e laminados, em peças metalizadas e macacões inesperados.

Mais um badalano restaurante nos Jardins, em São Paulo, no 23º andar do Hotel Tivoli São Paulo – Mofarrej (Al. Santos, 1.437 – tel. 3146-5900), o restaurante Arola-Vintetres é uma parceria do hotel com o estrelado chef catalão Sergi Arola, considerado uma celebridade entre os modernos chefs espanhóis por conta de suas duas estrelas no Guia Michelin pelo restaurante Sergi Arola Gastro, além de possuir endereços badalados em lugares como Barcelona e Sintra.

O Arola-Vintetres apresenta um cardápio de culinária espanhola reinterpretada e uma vista de 360 graus da cidade de São Paulo de tirar o fôlego. Aqui, o chef  criou um novo conceito gastronômico: as tapas gourmet, petiscos sofisticados para serem consumidos nas mesas, no bar ou no lounge.

Aqui, na ausência do chef, quem comanda a cozinha é Fábio Andrade, que trabalhou com Arola em Madrid, e oferece releituras de pratos típicos da gastronomia espanhola, acrescentando mais sofisticação às receitas (mas o chef catalão visitará seu restaurante paulistano no mínimo seis vezes ao ano).

O cardápio propõe pratos como esqueixada de bacalhau (salada fria com o peixe em lascas), salpicão de carangueijo, polvo na brasa, pancetta de leitão e as famosas batatas bravas do chef estrelado. Além das tapas, o cardápio traz pratos principais como o bacalhau mia cura com caldo berbigau (vôngole) e ervilhas, e panceta de leitão confeitado com purê de abóbora e manga.

 

Há, ainda, uma adega com cerca de 600 rótulos para acompanhar as deliciosas opções de pratos. O restaurante é muito bonito e agradável e foi decorado pela arquiteta Patrícia Anastassiadis, que misturou influências da cultura catalã e toques bem brasileiros, resultando num ambiente contemporâneo e cosmopolita.

Vale ressaltar que três coisas impressionam no Arola-Vintetres: a linda vista do 23º andar do Tivoli São Paulo Mofarrej; a comida impecável com preços acessíveis e o atendimento atencioso da jovem equipe do salão.

Balada Fashion

27/11/2009

É hoje a festa de encerramento da 26ª Casa de Criadores, com Amanda Lepore, no Clube Glória.

Mas antes ainda tem muita programação de desfiles, no Shopping Frei Caneca: Ponto Zero (Leandro Gabionetta, Ana Paula Becker, Bruno Gonzaga; AME por Alice Sinzato e Helena Kussik, Cynthia Hayashi, Hey! U por Cristiane Soares e Sauna por Ana Beatriz Almeida e Claudia Leimi Yasumura; em seguida Geraldo Couto, André Phergom, Diva, Prints I Like, Weider Silveiro e Gustavo Silvestre.

Amanhã conto tudo!!

Chegou em São Paulo, no último dia 19, o Beaujolais Nouveau. Vinho famoso por seus aromas frutados e corpo delicado e leve, ele chega no mesmo dia a restaurantes e lojas do mundo todo, anualmente, sempre na terceira quinta-feira de novembro, saindo diretamente de pequenos vilarejos da região de Beaujolais, na França.

É sempre com a notícia “Le Beaujolais Nouveau est arrivé!” que o vinho é recebido, em grande estilo, pelos amantes do vinho, que aguardam ansiosamente durante todo o ano para provar a bebida. A safra de 2009 tem aromas de frutas frescas como cerejas, amoras e morangos e neste ano, por conta do baixo rendimento dos vinhedos, foram produzidas ainda menos garrafas do que no ano passado.

O Beaujolais Noveau é um vinho feito para ser tomado jovem. Por ter uma produção “rápida”, era considerado um vinho que não era sério. Mas ele já sai pronto para ser tomado, refrescado a 14° C, um vinho perfeito para o calor “desértico” que temos em São Paulo nos últimos dias.

Mais do terceiro dia da Casa de Criadores, primeiro dia com desfiles seguidos, no Shopping Frei Caneca.

Ronaldo Silvestre traz Mata Hari (lendária dançarina e espiã da Primeira Guerra Mundial) como tema do desfile cheio de detalhes e brilhos tipicos dos anos 40, mas  com muitos tecidos diferentes entre si (de brocados a  moletom!!!), além de misturar looks casuais, para festa, conceituais, comerciais; estampas e lisos. Foi um pouco de mistura demais, que prejudicou a leitura das intenções do estilista (mas ele é jovem e, portanto, quis ousar).

A No hay banda, de Bruna Santini, Juliana Magro e Claudia Mine, trouxe um  inverno fresquinho, inspirado pelo bicho-da-seda (apesar de ter tricô e couro, trouxe a leveza da seda). Foi uma coleção de muito preto, com pegada sexy + rocker (que se via nos curtinhos de couro fake) e os mais “festeiros”, além dos looks para trabalhar, onde se viu chiffon, cetin, palha, georgete e tecidos de aparência rústica. 
 

 R.Rosner mostrou uma moda festa extravagante, inspirada na avó do estilista que estaria fazendo 100 anos em 2009, cuja luva foi usada para estampar as peças, que tiveram a trama da renda ampliada e impressa em tule ou seda, aparencendo algumas vezes numa versão brilhante e outras em versão brocado.

A coleção é composta de looks de desenhos modernos, em cores que vão dos rosas aos pretos e brancos. Apareceram leggings de tule estampadas para festa e peças com canaletas de paetês, muito bem executadas e que apresentaram ótimo efeito.

Por fim, vimos as estampas e visuais kitsch de Urussai, de Catarina Gushiken, estreante na passarela da Casa de Criadores. E ela veio com a  história da Yakuza, trazida por ela para o mundo feminino.

O melhor da marca é a malharia e a estamparia, além da lingerie e da alfaiataria. Surgiram plissados nervuras nas calças, dando-lhes um belo movimento, bem como um bonito trabalho nas mangas, que, ao lado das estampas, conferiram um caráter comercial  à coleção.

O segundo desfile do dia 25/11 foi de Milena Hamaní, que trouxe como tema o pintor francês Toulouse Lautrec. Vimos uma coleção doce, de cores delicadas e tons pastéis, em modelos ora fluidos, ora volumosos.

Surgiram, então, lingeries sensuais e ao mesmo tempo comportadas: eram vestidos-camisola (para dormir ou para sair?), colants com mangas princesa e corsets; eram babados, vestidos, maxi-polainas e um xale, em pontos vintage de tricô.

Mas, à medida que o desfile evoluía, as cores mudaram, passaram dos pastéis para azul turquesa e preto. Mas nada era vulgar. Os acessórios propostos eram feitos de fio de ouro e pedras preciosas, super charmosos!

No 3º dia da Casa de Criadores (quarta-feira, 25/11) rolou mais palestra (“Crise: material reciclado?”, com Geni Ribeiro, na Pinacoteca), debate (“Caos por M2″, na Pinacoteca) e vários desfiles, agora no Shopping Frei Caneca: João Pimenta, Milena Hamaní, Ronaldo Silvestre, No Hay Banda, R. Rosner e Urussai.

João Pimenta trouxe como tema a missa dos vaqueiros nordestinos, em uma coleção com uma cartela de cores de tons terrosos (mel, âmbar, caramelo, camelo e tabaco) e tecidos rústicos (linho, couro, camurça e malhas). Eram aventais, vestidos e cinturas marcadas, modelagens ousadas feita para um homem bruto, viril: os modelos apareceram com apliques de barbas, bigodes ou cavanhaques (como os coronéis nordestinos!!).

As lojas da Rua Oscar Freire irão estender seu horário de funcionamento a partir do dia 1º de dezembro (aliás, uma semana antes em relação a 2008). Será das 10 às 22 hs de segunda a sábado e das 12 às 19 hs aos domingos.

Aconteceu ontem a final do concurso de moda praia “Lycra Swimwear Future Designers”, que teve 1154 inscritos, 195 classificados pra segunda fase e 8 estudantes na final, julgados por especialistas como Iesa Rodrigues, Jacqueline Di Biase e Paola Robba. 

A vencedora foi Julia Sato, que poderá escolher se estagia na Água de Coco, Cia. Marítima, Paola Robba ou Salinas. Julia, de 22 anos, é aluna do 3º ano da Escola de Artes, Ciências e Humanidades (EACH) Universidade de São Paulo (USP).

Foto: divulgação

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